Nesta quarta-feira (25/6), os preços físicos do boi gordo ficaram estáveis na maioria das regiões brasileiras, com elevações pontuais registradas em algumas praças, informa a Agrifatto.
Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 25/6 pela Agrifatto; clique AQUI.
“Apesar do frio intenso, a oferta de boiadas gordas não aumentou como se esperava, o que levou os frigoríficos a dependerem quase exclusivamente de contratos a termo”, observa a consultoria.
Com os frigoríficos operando com escalas de abate curtas — oito dias na média nacional —, o mercado segue sustentado, favorecendo valorizações graduais e consistentes no curto prazo, ressalta a Agrifatto.
Por outro lado, diz a consultoria, o ritmo acelerado das exportações brasileiras de carne bovina in natura, aliado à expectativa de aumento sazonal da demanda doméstica na primeira quinzena de junho/25 (período marcado pela entrada dos salários de início de mês) proporciona ao pecuarista maior poder de barganha, permitindo que negocie de forma cautelosa e seletiva.
Nesta quarta-feira, pelos dados da Agrifatto, a arroba do boi gordo nas praças de São Paulo permaneceu estável em R$ 320. Nas 16 outras regiões monitoradas pela consultoria, a média subiu para R$ 301,60.
“Sete das 17 praças acompanhadas registraram valorização da arroba (AC, AL, ES, MA, RJ, RO e SC); nas demais, as cotações não sofreram alterações: SP, BA, GO, MG, MS, MT, PA, PR, RS e TO”, aponta a consultoria.
Já no mercado futuro do boi gordo, os contratos encerraram o pregão de terça-feira (24/5) com ajustes negativos, relata a Agrifatto.
O contrato com vencimento em outubro/25 fechou cotado a R$ 339,30/@, uma queda de 1,02% em relação ao pregão anterior.
Varejo em ritmo fraco
O frio intenso, a garoa persistente e, sobretudo, o bolso vazio do consumidor médio resultaram em vendas fracas no varejo e em distribuições modestas de carne com osso nos últimos dois dias, informa a Agrifatto.
“Esse desaquecimento refletiu-se no volume praticamente nulo de pedidos de reposição por parte dos varejistas”, observa a consultoria.
Apesar da queda nas temperaturas, que normalmente impulsiona o consumo de “carne de panela”, a demanda pelo dianteiro começa a perder força em volume, embora os preços permaneçam nos mesmos níveis da semana passada, diz a Agrifatto.
Para as negociações semanais previstas para amanhã (quinta-feira), o volume de carne com osso a ser oferecido ao atacado tende a se manter em linha com o da semana anterior.
Como o abastecimento contempla a maior parte da primeira semana de julho — período tradicionalmente marcado por aumento na demanda —, a expectativa é de preços estáveis e bem sustentados, prevê a Agrifatto.




