Nesta quarta-feira, 10 de agosto, a IHS Markit registrou recuos nos preços do boi gordo nas praças do Mato Grosso e do Pará, fundamentadas pela ausência das compras por parte da JBS, que, segundo a consultoria, “paralisou temporariamente as operações em algumas de suas plantas frigorificas ao dar férias coletivas aos funcionários”.
Nas cinco regiões pecuárias do Mato Grosso cobertas pela IHS Markit, em quatro delas foram detectadas desvalorizações nas cotações do boi gordo nesta quarta-feira.
O movimento de queda da arroba em pleno período de entressafra de boiadas terminadas a pasto preocupam os pecuaristas, que ainda aguardavam uma escala mais firme nos preços a partir deste segundo semestre do ano.
Segundo a apuração da IHS, nas praças de Cuiabá e Tangará, ambas no Mato Grosso, o valor do animal macho terminado teve retração de R$ 7/@ de terça-feira (9/8) para quarta-feira (10/8), de R$ 290/@ para R$ 283/@, no prazo.
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Na região de Barra do Garças, o boi gordo registrou recuo diário de R$ 10/@, saindo de R$ 290/@ para R$ 280/@, no prazo. Em Colíder, a cotação do boi teve desvalorização de R$ 5/@, para R$ 280/@.
Nas regiões do Pará, destaque para a baixa de R$ 10/@ apuradas no preço do boi gordo negociado em Marabá, agora valendo R$ 280/@, segundo a IHS. Em Redenção, o boi sofreu queda diária de R$ 5/@, atingindo R$ 275/@ nesta quarta-feira.
Avanço dos abates – Segundo dados divulgados nesta semana pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em julho/22, o abate total de bovinos no Estado foi 3,74% superior ao registrado em junho/22, totalizando 462,17 mil cabeças.
Esse cenário foi influenciado pela maior oferta dos machos, que registrou incremento de 10,64% no comparativo mensal (junho versus julho), resultando em 275,02 mil cabeças.
Em contrapartida, a oferta de fêmeas para abate recuou 4,98% no mês passado sobre julho/22. “Apesar da conjuntura atual de período de entressafra, ainda foram observados lotes de animais terminados a pasto sendo ofertados”, relatam os analistas do Imea.
Outro ponto de atenção, segundo o instituto, se volta para a demanda externa aquecida, que impulsionou a oferta de bovinos mais jovens e semiconfinados, como é o caso dos machos de 4 a 12 meses, com aumento de oferta acima de 600%, seguidos dos animais entre 12 e 24 meses e entre 24 e 36 meses, que registraram incremento de 9,77% e 13,56%, respectivamente, no mesmo comparativo.




