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Preços de machos e fêmeas de reposição sobem no mercado de SP

Custos com suplementação à base de milho e soja permanecem baixos, incentivando a compra de bovinos para recria e engorda, diz Mariana Guimarães, analista da Scot
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O mercado de reposição em São Paulo iniciou julho/25 em alta, seguindo sentido oposto ao do boi gordo, que opera entre a estabilidade e a queda, informa médica veterinária Mariana Guimarães, analista da Scot Consultoria.

“O mercado paulista de reposição mostra um cenário mais otimista, com alta na semana para todas as categorias”, destaca Mariana, que acrescenta: “O mercado do boi gordo naturalmente influencia a atratividade da reposição, mas isso não tem sido um obstáculo para a valorização crescente dos bovinos de reposição”.

Na avaliação da analista, o setor de reposição é impulsionado pela expectativa de preços firmes no segundo semestre do ano e pela projeção de cotações altas para o bezerro nas safras de 2026/2027.

Dessa forma, de acordo com levantamento da Scot Consultoria, na comparação semana a semana, o garrote foi a categoria que apresentou o acréscimo mais expressivo (+1,3%) nas praças paulistas, seguido pelo bezerro de ano (+1,2%), pelo bezerro de desmama (+0,7%) e, por fim, pelo boi magro (0,1%).

Para as fêmeas aneloradas, considerando a mesma base semanal de comparação, a bezerra de ano subiu 2,1% em São Paulo, seguida pela vaca boiadeira (+1,8%), pela bezerra de desmama (+1,3%) e pela novilha (+0,8%).

Segundo Marina, apesar das temperaturas baixas observadas recentemente, as condições de pastagem ainda se mantêm favoráveis em algumas regiões paulistas, especialmente onde há integração com agricultura, como em áreas de soja convertidas para capim.

“Essa estratégia tem garantido boa disponibilidade de forragem até o momento”, ressalta a analista.

Com um inverno menos rigoroso em termos de seca, continua Mariana, o mercado segue ativo na busca por bovinos destinados ao cocho, visando a entrada no confinamento.

“Com a pastagem ainda em condição de manutenção, recriadores e invernistas têm analisado o mercado com cautela antes de definir o preço de venda dos bovinos, uma vez que a seca ainda não atingiu seu ponto máximo”, observa a analista.

Porém, diz ela, ainda que o cenário atual esteja mais favorável do que no inverno do ano passado, a atenção continua voltada ao comportamento do clima e à movimentação do mercado nos próximos dias.

Paralelamente, relata Mariana, o momento se mostra oportuno do ponto de vista da alimentação, especialmente para aqueles que desejam renovar o plantel.

“Os custos com suplementação à base de milho e soja permanecem mais baixos, o que favorece a estratégia alimentar e pode incentivar a compra de bovinos para recria e engorda, mesmo diante da cautela observada”, diz Mariana.

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