Apresentado Por:

Pecuaristas em “ritmo de férias”, enquanto frigoríficos miram 2024, informa a Agrifatto

Os negócios no mercado pecuário brasileiro tendem a reduzir a liquidez nesta última semana do ano, marcada pelo feriado de Natal na segunda-feira, 25 de dezembro
Compartilhe:

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

Com os varejistas e distribuidores focados nas vendas para as festas de final de ano, a movimentação dos frigoríficos foi mediana na penúltima semana do ano, informa a Agrifatto.

“Os pecuaristas já saem de ‘férias’, enquanto as indústrias estão focadas no cumprimento de escalas para a primeira semana de 2024”, relata a consultoria.

Na avaliação do zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo caminha para um quadro de preços estáveis até a virada de ano, “com compradores já posicionados e vendedores pouco interessados na negociação de boiadas na reta derradeira de 2023”.

Com isso, a cotação do “boi comum” segue em R$ 245/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 250/@ (valores brutos e a prazo).

DBO Destaca | Como deverá ficar o mercado do boi gordo no Brasil em 2024?

No mercado de carne, continua o analista da Scot, a perspectiva é de boa demanda no curtíssimo prazo, com a entrada da segunda parcela do décimo terceiro e a proximidade das festividades de final de ano.

Portanto, os preços dos cortes bovinos subiram em dezembro/23, frente ao mês anterior, relata Fabbri. “No curto prazo, o cenário de preços do mercado do boi gordo não deve mudar”, prevê o analista da Scot.

No entanto, diz Fabbri, o primeiro trimestre de 2024 deve trazer alguns pontos de atenção com relação ao mercado do boi.

“Como será a oferta de boiadas na safra de capim em meio aos efeitos do El Niño?”, indaga o analista, que acrescenta: “Como a ausência de chuvas em algumas regiões impactará a oferta de fêmeas? A demanda doméstica é mais fraca no primeiro semestre, como ela pesará?”, observa.

Segundo a S&P Global Commodity Insights, nesta sexta-feira (22/12), as indústrias se ausentaram das novas negociações, bem como os pecuaristas recusaram novas vendas de lotes em preços inferiores aos pisos atuais.

A consultoria informa que, atualmente, há registros de retorno das chuvas dentro dos níveis satisfatórios, trazendo oportunidade para produtores reterem os seus animais nas fazendas, reduzindo a necessidade de suplementação.

Mercado Pecuário | Demanda interna e apetite chinês sustentam preços da arroba no final do ano; cenário segue em 2024?

“Com o regime de chuvas retornando aos padrões regulares, espera-se que janeiro/24 possa diminuir o atraso projetado para os animais terminados oriundos do pasto”, observa a S&P Global.

Porém, continua a consultoria, “ainda paira os riscos de uma menor oferta de animais prontos para abate ao longo do próximo mês, fator que poderá ser contornado a partir de fevereiro”.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta sexta-feira, 22/12
(Fonte: S&P Global)

SP-Noroeste:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 227/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 231/@ (à vista)
vaca a R$ 210/@ (à vista)

MT-Cáceres:

boi a R$ 215/@ (prazo)
vaca a R$ 184/@ (prazo)

MT-Cuiabá

boi a R$ 215/@ (à vista)
vaca a R$ 190/@ (à vista)

GO-Sul:

boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 234/@ (à vista)
vaca a R$ 210/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 245/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 220/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)

RO-Cacoal:

boi a R$ 207/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)

Gostou? Compartilhe:

Mais Lidas

1.

Encontre aqui a consultoria ideal para sua fazenda

Vídeos em destaque

Mais Lidas

Colunistas