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Pastagens devem receber bons volumes de chuvas na 2ª semana de março/26

A exceção fica para o Rio Grande do Sul, que deve registrar precipitações ligeiramente abaixo da média, informa Rodrigo de Mundo, analista da Scot Consultoria
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Ao longo da segunda semana de março/26, a grande maioria das regiões pecuárias do Brasil devem receber quantidades generosas de chuvas, informa o zootecnista Rodrigo de Mundo, analista da Scot Consultoria, com base dados divulgados pelos serviços meteorológicos.

A exceção fica para o Rio Grande do Sul, que deve registrar chuvas ligeiramente abaixo da média, com tendência de acumulados entre ausência de precipitação e até, no máximo, 25mm no período.

“A escassez de chuvas no Rio Grande do Sul e em outras áreas do Sul do país já começa a gerar preocupação e acender o alerta quanto à disponibilidade hídrica no solo, tanto para as pastagens quanto para as lavouras”, observa Rodrigo.

Centro-Oeste

As chuvas no período deverão ser bem distribuídas pelo Centro-Oeste do País, e a maior parte dos Estados tende a registrar volumes próximos ao padrão habitual.

Segundo o analista da Scot, Mato Grosso e Goiás devem apresentar acumulados semelhantes, variando, na maior parte dos Estados, entre 45mm e 75mm.

Áreas no Noroeste de Mato Grosso e no Nordeste de Goiás devem registrar volumes inferiores, entre 25mm e 35mm, com indicativo de precipitações abaixo da média nessas localidades, acrescenta Rodrigo.

Em Goiás, os maiores acumulados serão esperados no Sul do Estado, havendo ainda uma faixa no Sudeste onde os volumes podem chegar a 85mm.

Sudeste

A região deverá registrar bons volumes, com chuvas expressivas no período, relata Rodrigo. “A porção central e Sul de Minas Gerais, o Rio de Janeiro e as áreas ao Norte e Nordeste de São Paulo (próximas às divisas com os Estados) devem concentrar os maiores acumulados, variando entre 65mm e 85mm”, diz o analista, acrescentando que, nessas localidades, os acumulados tendem a ficar acima da média histórica.

Nas demais áreas de São Paulo, no Norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, os volumes previstos serão mais moderados, porém dentro do padrão habitual para o período, entre 35mm e 55mm.

Em Minas Gerais e no Espírito Santo, afirma Rodrigo, os acumulados tendem a aumentar à medida que se avança para o Sul.

Em São Paulo, o comportamento é inverso, com volumes mais elevados no Norte do estado. Já no Rio de Janeiro, as chuvas devem ocorrer de forma bem distribuída ao longo do território.

Nordeste

Maranhão, Piauí e Ceará devem registrar os maiores acumulados, variando entre 45mm e 75mm (com exceção do extremo Noroeste do Maranhão), onde os volumes podem chegar a 100mm no período, destaca Rodrigo.

Os maiores acumulados tendem a se concentrar no Norte desses Estados, diminuindo à medida que se avança para o Sul.

Rio Grande do Norte e Paraíba, diz o analista, também devem receber bons volumes, entre 35mm e 55mm.

Na Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco, os volumes previstos devem ser mais modestos, variando entre ausência de chuva de até 25mm, relata Rodrigo.

Especificamente na Bahia, os maiores acumulados devem se concentrar nas margens, em áreas de divisa com outros Estados, enquanto a região central tende a permanecer mais seca.

“Apesar de haver áreas com pouca ou nenhuma chuva, a maior parte da região deve registrar volumes dentro do padrão habitual”, ressalta ele, acrescentando que, onde houver precipitações abaixo da média, as anomalias tendem a ser leves, sem indicativos de maior preocupação no momento.

“As chuvas seguem avançando pela região, favorecendo tanto a agricultura quanto a pecuária. No entanto, volumes mais expressivos são esperados para a segunda quinzena”, antecipa Rodrigo.

Norte

A região Norte deverá registrar volumes elevados e bem distribuídos. No Acre, Amazonas, Amapá e no Pará (com exceção do Sul do estado), os acumulados tendem a ser mais expressivos, variando entre 45mm e 85mm, com pontos isolados podendo alcançar 95mm, informa Rodrigo.

Em Rondônia, Tocantins, Roraima e no Sul do Pará, os volumes previstos serão moderados, entre 35mm e 55mm, acrescenta ele.

“Com exceção de Roraima, é nessas áreas que as anomalias negativas de precipitação serão mais evidentes; nas demais regiões, os volumes devem ficar próximos ao habitual”, observa.

Apesar de haver áreas com chuvas abaixo da média, o cenário ainda é favorável, e o solo deve manter bons índices de umidade, completa o analista.

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