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Professor expõe na África do Sul como o Brasil controlou a febre aftosa

Enrico L. Ortolani, professor da FMVZ-USP, apresentou a experiência brasileira no combate à aftosa durante congresso da África do Sul, país que enfrenta milhares de focos da doença
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O professor Enrico L. Ortolani, da FMVZ-USP, colunista da Revista DBO e consultor veterinário do Globo Rural, palestrou no dia 12 de junho no Congresso da Associação dos Frigoríficos de Carne Vermelha da África do Sul.

O evento ocorreu na Cidade do Cabo, no extremo sul do país, onde o navegador Vasco da Gama cruzou o Cabo da Boa Esperança em 1497. O assunto principal do congresso foi o combate à febre aftosa, doença que vem castigando a pecuária sul-africana e interferindo fortemente nas exportações de carne bovina, ovina e suína. Somente no ano passado, ocorreram 2.250 focos da enfermidade no país.

Em sua palestra, Ortolani abordou aspectos relacionados ao vírus causador da doença e sua capacidade de sobreviver ou perecer diante de diferentes agentes; explicou como a enfermidade chegou e se espalhou pela América do Sul; detalhou o longo e exaustivo passo a passo das diversas estratégias de combate à febre aftosa; e destacou os cuidados sanitários empregados pelos frigoríficos brasileiros para atender às rígidas exigências dos países importadores.

Participaram do evento cerca de 350 pessoas ligadas ao setor. O congresso foi aberto com um pronunciamento gravado do presidente da África do Sul e contou com a presença de diversas autoridades, com destaque para a chefe do Departamento de Defesa Animal do Ministério da Agricultura do país.

África do Sul enfrenta avanço da febre aftosa

O tema apresentado por Ortolani ganha ainda mais relevância diante da situação enfrentada atualmente pela pecuária sul-africana. Desde o início de 2025, a febre aftosa já se espalhou por sete das nove províncias do país e levou à queda de 26% nas exportações de carne bovina. O impacto foi especialmente forte no mercado chinês, que suspendeu as compras de carne vermelha sul-africana após o agravamento do surto.

Além das perdas comerciais, produtores relatam aumento expressivo nos custos para proteger os rebanhos e dificuldades para obter vacinas contra a doença. Clique aqui e saiba mais sobre a crise sanitária que afeta a pecuária sul-africana.

Febre aftosa no mundo: surtos, impactos e reflexos para o Brasil

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