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Ovo só perde para a carne bovina na Argentina: consumo atingirá recorde de 385 unidades por pessoa em 2025

Os ovos estão consolidando sua posição como a proteína mais acessível e versátil do mercado argentino, desbancando o leite e sendo superados apenas pela carne vermelha
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Na Argentina, o ovo assumiu o posto de segundo alimento mais importante da dieta nacional, superando o leite e ficando atrás apenas da carne vermelha, segundo informa o jornal Clarín, com base em uma pesquisa realizada pela CAPIA (representante do setor avícola do país).

A entrevista, envolvendo 1.012 pessoas, mostra que 30% dos lares argentinos aumentaram o consumo de ovos no último ano, mais que o dobro dos 15% registrados em 2023.

A média semanal de compra varia entre 6 e 12 unidades por família, e a principal razão para esse aumento está no baixo custo, o que faz do ovo a fonte de proteína mais acessível do mercado.

Em entrevista ao Clarín, o presidente executivo da CAPIA, Javier Prida, mencionou estimativa que aponta um consumo per capita atingirá 385 ovos anuais em 2025, um recorde histórico e um salto explosivo em relação aos 260 ovos por pessoa registrados há apenas uma década.

“Projetamos chegar a 700 ovos per capita até 2035. Se mantivermos o crescimento anual de 6 a 7%, superaremos essa marca”, calcula Prida.

O relatório da CAPIA destaca uma mudança estrutural na comercialização do setor: a redução de intermediários.

Atualmente, há mais de 280 pontos de venda direta de produtores associados à entidade, o que permite oferecer ovos mais frescos e baratos, ao mesmo tempo em que melhora a rentabilidade dos produtores, relata o Clarín.

“Antes, o circuito era produtor–atacadista–varejista–consumidor. Agora, em muitos casos, o ovo vai direto do produtor ao consumidor”, ressalta Prida.

Números do setor

Segundo o Clarín, o setor avícola argentino vive um momento histórico. Em 2025, o país produz mais de 18,2 bilhões de ovos por ano, o que permite abastecer o mercado interno e exportar para mais de 65 destinos.

Buenos Aires e Entre Ríos concentram 70% da produção nacional. A atividade é sustentada por 61 a 62 milhões de galinhas poedeiras, gera mais de 30 mil empregos diretos e movimenta cerca de US$ 2,2 bilhões por ano.

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