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OUÇA | Mais distante acordo entre Mercosul e União Europeia

Confira a entrevista com o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Corrêa Carvalho
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Depois de 20 anos de discussões, entraves criados pelo The European Green Deal (Acordo Verde Europeu) e, mais recentemente, pela nova posição oficial da França, laços comerciais mais estreitos se tornam difíceis.

Foto: Divulgação

“Pelo bloco sul-americano, o mercado Europeu seria importante para receber produtos agropecuários e agroindustriais. Já a vantagem para a UE será o fortalecimento de sua segurança alimentar”.

Dessa forma, Luiz Carlos Corrêa “Caio” Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), define a importante troca entre as duas regiões geoeconômicas.

Em exclusiva ao Portal DBO, ele traça um rápido cenário sobre as relações pós COP28 e viagem presidencial brasileira à Alemanha, país líder, contrário a posição francesa e favorável à assinatura do acordo.

“O Green Deal, definido unilateralmente pela UE está provocando cisão no bloco, o que demanda um tempo que não mais existe para rediscutir posições”, explica Carvalho.

OUÇA os comentários do dirigente da ABAG, em entrevista ao repórter Ivaris Jr.:

Portal DBO – O que mudou nas últimas semanas entre Mercosul e União Europeia?

Portal DBO – Quais as perspectivas para o bloco sul-americano sem um acordo com a UE?

Caio Carvalho – O bloco sul-americano tem posições e posturas muito diferentes pelas respectivas políticas internas de cada país integrante – disposição ideológica dos governos que estão comandando nesse momento. Percebe-se que tanto Uruguai quanto Paraguai não têm muita preocupação com esse acordo, mas a Argentina, com o novo presidente, manifesta bastante interesse, por meio dos seus produtores do campo. Ao lado do Brasil, segue achando que a assinatura é importante.

Nós vivemos momentos muito complexos nesse sistema de fragmentação dos países em blocos. Não sabemos bem como conduzir. O Brasil, especificamente, tem muito pouco acordos internacionais, comerciais e seria muito importante um com a União Europeia. Mas ainda vejo que as perspectivas ainda são positivas, até mesmo se esperado acordo não vier.

E segue assim, principalmente, pelo potencial de expansão da oferta de produtos, ainda mais quando consideramos os países mais ao Sul do continente americano. A porção pode expandir a oferta para um mundo que vive assustado com segurança alimentar, que vem com limites das suas perspectivas de crescimento e oferta de comida. Claro que é melhor com a UE, mas o Brasil segue otimista sem ela.

Portal DBO – O que tudo isso afeta o agronegócio brasileiro, principalmente no setor de carnes?

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