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OUÇA | Início de novembro marca descompasso entre mercado futuro e o físico do boi gordo

Apesar do cenário positivo sobre vários aspectos do negócio bovinocultura de corte, a variação de preços ainda prevalece
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Em 6 de novembro, o mercado futuro do boi gordo registrou certa volatilidade inesperada, já que dados recordes das exportações de carne vermelha eram divulgados em paralelo.

Pela primeira vez os embarques ultrapassaram 300 mil toneladas e ficou numa certa gangorra com a realidade.

O boi na B3 contrariou o mercado físico, onde a arroba do boi gordo registrou altas quase que diárias.

Foto: Reprodução / DBO Play

O especialista Gabriel Santos Gonsalves, sócio e consultor da Pecuarizze, avalia que essa volatilidade pode persistir por mais alguns meses, apesar de um cenário positivo.

Já no mercado para o “Boi a Termo”, as flores de agosto e setembro murcharam e, a exemplo do que aconteceu em junho, a pressão altista nas cotações do boi gordo reduziu significativamente os negócios. “O produtor está preferindo negociar no físico logo ali”, diz Gonsalves.

Para os próximos meses, o especialista entende que a volatilidade deve diminuir. Vem aí as festas de final de ano e depois as férias.

Ao mesmo tempo, deve reduzir ainda mais o abate de matrizes, o que sinalizará falta de produtos para reposição lá na frente e mais altas.

MERCADO PECUÁRIO | Alta do boi gordo vai acelerar em novembro?

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