OUÇA 🎧 | Raças taurinas continentais tem forte luz no fim do túnel

Em palestra proferida recentemente, o especialista Roberto Barcellos apontou essa tendência de valorização no mercado para as raças europeias não britânicas que atuam no país

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Essa visão foi passada aos criadores no último dia 17 de março, em dia de campo realizado pelo Nelore Beka, em Santo Antônio da Platina (PR). Ele confirmou e a justificou ao Portal DBO.

No seu entendimento, trata-se de uma lacuna que elas poderão preencher.


“Por ter vivido todas as etapas do processo da carne bovina, do pasto ao prato, passando pela indústria, eu avalio que há uma grande necessidade no mercado de projetos que tragam equilíbrio à produção”, percebe Barcellos.

Segundo ele, serão modelos que tragam benefícios a todos os elos da cadeia produtiva da carne bovina de forma mais igualitária.

Em outras palavras, a fazenda com eficiência alcançando suas métricas de produtividade; a indústria com carcaças de maior rendimento e peso; e o consumidor interno ou externo, com variabilidade de produto (características de qualidade distintas).

Isso demanda animais com mais ganho de peso e rendimento de carcaça, maior conversão alimentar, volume muscular e “frame”, todos fatores que se encaixam perfeitamente nas raças taurinas continentais.

Roberto Barcellos, engenheiro agrônomo e especialista em carne de qualidade e nichos de mercado (Foto: Reprodução ACCN)

“Tais animais terão um custo de desmonte menor, reduzindo o valor do quilo de carne no gancho”, afirma o especialista.

A questão é uma operação matemática. Bovinos de mesmo peso, portanto de preços equivalentes para a indústria, oferecem lucratividade muito diferente quando o rendimento de carcaça for superior entre 4 e 10%. “Ganha o produtor, ganha o frigorífico”, diz. É mais músculo, menos osso e menos vísceras. Para Barcellos, este é um alinhamento muito mais equilibrado do que programas específicos de qualidade de carne.

Tais programas apresentam perda de rentabilidade de todos os lados. “Encarece para todo mundo, inclusive para o varejo que faz a ponte até o consumo”. “Eu vejo claramente, sobre essa realidade, a existência de dois mundos bem distintos. Em um, produtores que vão buscar eficiência máxima; em outro, o ápice da excelência”. Para o entrevistado, os projetos que ficarem entre esses dois mundos terão de se repensar, pois “ficarão em meio a sérios riscos”.

E é justamente no ajuste desses projetos que entra a grande contribuição das raças taurinas continentais. Todas as características para esse novo momento estão expressas em suas respectivas genéticas.

OUÇA 🎧 o comentário de Roberto Barcellos

Barcellos entende ainda que até as raças sintéticas provenientes dessas europeias podem contribuir para uma realidade mais equilibrada se, na sua formação, partirem de uma genética Nelore de qualidade comprovada, hoje, com oferta importante no mercado.

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