Como era esperado em função do início da seca, os abates de bovinos em Mato Grosso recuaram em junho/23, na comparação com maio/23, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT).
No mês passado, foram enviadas 519,80 mil cabeças para os ganchos dos frigoríficos mato-grossenses, volume 5,9% abaixo da quantidade registrada em maio/23.
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No entanto, apesar da redução no comparativo mensal, foi o maior volume de bovinos abatidos para o mês de junho na série histórica, observa o Imea, que destaca a continuidade do movimento de abate de matrizes – um reflexo da mudança do ciclo pecuário de preços (fase de baixa), o que resultou em forte desinvestimento na atividade de cria.
Segundo o Imea, a participação de fêmeas continuou em alta em junho/23, fechando o mês sendo responsável por 51,50% dos abates totais, chegando a 267,68 mil cabeças, ante 252,11 mil machos abatidos.
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Com isso, no primeiro semestre de 2023, foram enviadas 1,44 milhão de fêmeas ao gancho, volume 20,74% maior que a média do mesmo período nos últimos 10 anos, de 1,19 milhão de cabeças.
Quando comparado com o volume registrado no primeiro semestre de 2022, a diferença é ainda mais intensa, com aumento de 35,63%, acrescenta o Imea.




