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“Não tem mais mercado para boi erado”, diz diretor da Minerva

Falta de padronização das carcaças produzidas no Brasil pode ser um problema para a conquista de novos mercados
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“Não tem mais mercado para boi erado; esse boi não tem mais liquidez”. Com essa frase, Fabiano Tito Rosa resume bem o tema que foi apresentado por ele durante palestra realizada no Encontro de Confinamento e Recriadores da Scot Consultoria, ocorrido na última semana, em Ribeirão Preto, SP.

Formado em zootecnia, Tito Rosa tem larga experiência no mercado de boi gordo e atualmente é diretor executivo de compras da Minerva.

Segundo ele, a falta de padronização das carcaças produzidas no Brasil pode ser um problema para a expansão e conquista de novos mercados mundo afora.

“A qualidade da carcaça vai muito além de cobertura de gordura, que é o que todo mundo pensa quando se fala em qualidade. Inclusive, para quem trabalha com exportação, o primeiro ponto quando falamos em qualidade, é a idade”, diz.

Os mercados compradores de “commodity” também têm exigência elevada, observa Tito Rosa. É o caso do Chile, que tem muita exigência com idade e pH, e da China, que só importa animais com no máximo 30 meses de idade, exemplifica o diretor

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