A oferta mais enxuta de animais para abate, além do avanço das exportações de carne bovina, resultou na valorização do boi gordo e da carcaça bovina no atacado paulista, segundo balanço da Agrifatto sobre o comportamento dos preços em julho/24 na cadeia da proteína bovina (em relação aos preços de junho/24.
No entanto, a carne bovina no varejo paulista seguiu caminho inverso, registrando recuo no comparativo mensal.
“A redução na oferta, capitaneada pela diminuição no abate de vacas (que dominaram os abates no primeiro semestre), combinado com o bom desempenho das exportações e do mercado doméstico, impulsionou a valorização de parte dos elos da cadeia pecuária em julho /24”, ressaltam os analistas da Agrifatto.
Na praça paulista, o boi gordo encerrou o mês passado cotado a R$ 229,27/@, em méida, com uma valorização mensal de 3,88% — alcançou o maior nível desde abril/24.
Por sua vez, a menor oferta de boiadas gordas no mercado físico motivou o movimento de alta da carne bovina no atacado paulista, informa a Agrifatto.
Sustentada principalmente pela valorização mais acentuada do corte do traseiro, a carcaça casada encerrou julho/24 cotada a R$ 15,45/kg, um incremento de 1,95% no comparativo mensal.
Porém, assim como ocorreu no mês passado, a carne bovina no varejo continuou a reduzir os valores ofertados ao consumidor final, atingindo R$ 40/kg, 0,55% a menos que o registrado em junho/24 e o menor valor desde setembro/23, relata a Agrifatto.
Baixas sobre 2023
Na comparativo com julho/23, todos os elos da cadeia apresentam queda. O preço médio do boi gordo recuou 8,59%, a carcaça casada no atacado registrou uma redução de 4,49% e a carne bovina no varejo sofreu desvalorização anual de 3,29%.
Para agosto/24, prevê a Agrifatto, espera-se um mercado mais firme, tanto para o boi gordo, quanto para a carcaça bovina e a carne bovina no varejo.
“As altas observadas em julho/24 se mostraram sustentadas no início de agosto/24 e devem começar a ser repassada ao consumidor final durante este mês”, acredita a consultoria.




