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Morosidade de negócios no mercado do boi gordo marca primeiro dia útil da semana

Frigoríficos e pecuaristas continuam à espera de novidades em relação ao mercado chinês
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O mercado brasileiro do boi gordo abriu a semana com baixo fluxo de negócios, caracterizando o dia típico para uma segunda-feira (20/3).

“Boa parte das unidades de abate optaram por não abrir preço nesta segunda-feira, na busca por avaliar o resultado das vendas de carne bovina no último fim de semana, além das condições de estoque nas câmaras frias”, afirmam os analistas da S&P Global.

A presença de pecuaristas nos balcões de negócios também foi fraca nesta segunda-feira, acrescenta a consultoria.

“A estratégia da ponta vendedora é barganhar ao máximo, com intuito de trazer os valores da arroba de volta aos patamares antes do caso atípico de “vaca louca” no Pará”, relata a S&P Global, que acrescenta: “Todos os agentes do mercado continuam à espera de uma sinalização positiva da China em relação ao embargo à carne brasileira”.

Segundo apurou a Scot Consultoria, no mercado paulista, a semana começou com escalas de abate alongadas nas unidades frigoríficos, e os preços da arroba permaneceram estáveis.

Portanto, o boi gordo de São Paulo continua valendo R$ 277, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 257/@ e R$ 267/@ (preços brutos e a prazo).

Para o “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses), não houve oferta de compra.

Na avaliação dos analistas S&P Global, os custos de produção têm recuado, mas ainda não permitem margens favoráveis devido aos preços mais baixos da arroba do boi gordo.

No entanto, diz a consultoria, as boas condições de pasto permitem a retenção de animais terminados no campo, com o objetivo de galgar melhores preços.

No atacado, os preços dos principais cortes bovinos recuaram nesta segunda-feira, um reflexo da lentidão das vendas, fato que deverá manter os frigoríficos na defensiva durante os próximos dias.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta segunda-feira, 20/3
(Fonte: S&P Global)

SP-Noroeste:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 268/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 243/@ (à vista)
vaca a R$ 221/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 242/@ (à vista)
vaca a R$ 215/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca R$ 236/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 281/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

PA-Marabá:

boi a R$ 233/@ (prazo)
vaca a R$ 223/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 228/@ (prazo)
vaca a R$ 216/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 247/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)

RO-Cacoal:

boi a R$ 226/@ (à vista)
vaca a R$ 202/@ (à vista)

MA-Açailândia:

boi a R$ 231/@ (à vista)
vaca a R$ 205/@ (à vista)

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.
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