Levantamento do Cepea mostra que as cotações do milho seguem em alta, impulsionadas pela retração de produtores, que continuam focados nas atividades de campo e também atentos ao ritmo das exportações. Por outro lado, conforme o Centro de Pesquisas, a demanda desaquecida vem limitando os aumentos de preços.
Muitos compradores negociam apenas quando há necessidade, consumindo, por ora, estoques e/ou lotes que foram negociados antecipadamente. No campo, pesquisadores ressaltam que o clima vem sendo positivo aos trabalhos envolvendo a safra verão.
O retorno das chuvas deve favorecer as regiões produtoras do Sul do País e sobretudo permitir a semeadura, em 2026, da segunda safra no Centro-Oeste no período considerado ideal. Assim, as expectativas são de que produção brasileira do cereal seja boa na próxima temporada.
SOJA
A demanda global por farelo de soja cresceu na última semana, elevando fortemente os futuros do derivado na CME Group (Bolsa de Chicago).
Segundo pesquisadores do Cepea, a alta externa influenciou as negociações do farelo no Brasil, à medida que aumentou o interesse de compradores, até mesmo dos que têm estoques alongados, em formalizar novos contratos “frame” – modalidade que abrange operações com recebimento de médio a longo prazo.
O mercado de soja em grão, por sua vez, apresentou baixa liquidez na semana passada, conforme levantamento do Cepea. Produtores brasileiros mantiveram o foco nas atividades de campo, ainda atentos ao déficit hídrico, especialmente em regiões do Sudeste e do Centro-Oeste do País.
Apesar das chuvas registradas nas duas últimas semanas em boa parte do território nacional, que permitiram o avanço dos trabalhos, agentes relatam necessidade de maior umidade no solo.




