Apresentado Por:

Milho: exportação firme eleva cotações no Brasil

No entanto, as altas acabaram sendo limitadas pela maior oferta da segunda safra, aponta o Cepea
Compartilhe:

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

As cotações do milho oscilaram ao longo da última semana. No início do período, os preços subiram em boa parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, sustentados pela valorização do cereal nos portos e pelo intenso ritmo das exportações em agosto.

No entanto, as altas acabaram sendo limitadas pela maior oferta da segunda safra. Além disso, muitos consumidores ainda possuem estoques e relatam não ter dificuldades em realizar novas aquisições.

Vendedores, mesmo com grandes volumes para negociar, pediram, em alguns períodos, valores maiores, atentos ao avanço das cotações nos portos, à redução no ritmo de colheita em parte das praças, em decorrência das chuvas, e à diminuição do déficit na armazenagem.

Assim, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) subiu 0,7% entre 12 e 19 de agosto, fechando a R$ 82,16/sc na sexta-feira, 19.

SAIBA MAIS | Revista DBO | Disciplina é palavra-chave para minimizar perdas ligadas à silagem de milho

Soja – Os preços da soja caíram nos Estados Unidos e no Brasil nos últimos dias, devido à redução das transações internacionais da oleaginosa, que resultou em maior volume de estoque de passagem (da safra 2021/22) em relação à quantidade estimada até o mês passado.

Além disso, as recentes chuvas no Hemisfério Norte beneficiaram as lavouras em desenvolvimento, aliviando as tensões de produtores.

A queda nas transações internacionais se deve à menor demanda da China, que deve importar 90 milhões de toneladas na safra 2021/22, quase 10% abaixo da safra passada e o menor volume das últimas três temporadas.

Segundo o relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado no dia 12, o estoque de passagem da safra 2021/22 no Brasil (que se encerra em setembro deste ano) devo somar 22,7 milhões de toneladas, volume 22,77% inferior ao da safra anterior, mas ainda 1,1% superior ao estimado em julho pelo USDA.

Isso se deve às estimativas de recuo na exportação brasileira nesta temporada, prevista em 80 milhões de toneladas, 1,2% abaixo do relatório do mês passado e 2% inferior à quantidade embarcada na temporada 2020/21.

Assim, de 12 a 19 de agosto, ambos os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná da soja cederam 2,3%, com respectivos fechamentos de R$ 184,99/sc e de R$ 179,69/sc de 60 kg na sexta-feira, 19.

Gostou? Compartilhe:

Mais Lidas

1.

Encontre aqui a consultoria ideal para sua fazenda

Vídeos em destaque

Mais Lidas

Colunistas