A colheita de milho da segunda safra praticamente chegou ao fim em território brasileiro, informa a Agrifatto, acrescentando que, neste momento, os preços do cereal registram oscilações leves, tanto no mercado físico quanto na bolsa brasileira.
“No momento, os movimentos são tímidos, com mercado truncado nas duas pontas”, ressalta a Agrifatto, que recomenda: “Os compradores brasileiros de milho devem operar no mercado físico de forma cadenciada e compor até 80% da demanda para o segundo semestre de 2024”.
Pelos dados do Indicador Cepea (praça Campinas/SP), o milho fechou o primeiro dia esta semana (26 de agosto) cotado em R$ 59,74/saca de 60 quilos, o que significa leve alta de 0,9% sobre o preço registrado há um mês e recuo de 0,15% em relação ao valor da segunda-feira anterior, 19 de agosto.
No mercado futuro, movimentações mistas foram observadas para os contratos de milho nesta segunda-feira. “Apesar da queda dos futuros da commodity em Chicago, o movimento mais estável do dólar em relação ao real e a firmeza dos preços domésticos do cereal refletiram sobre as cotações na bolsa brasileira”, relata a Agrifatto.
O contrato para setembro/24 do milho teve ligeira queda diária de 0,23% no primeiro dia desta semana, fechando o pregão regular cotado a US$ 60,09/saca.
Na bolsa de Chicago, os futuros de milho começaram a semana em território negativo. O contrato para dezembro/24 desvalorizou 1,15% e fechou a sessão diurna de segunda-feira cotado a US$ 3,87/bu.
Segundo a Agrifatto, as boas condições da safra norte-americana de milho, estimada pelo USDA em 384,74 milhões de toneladas — a 3ª maior produção de milho da história dos Estados Unidos —, continuam mantendo o viés negativo para as cotações da commodity em Chicago.
Essa tendência é influenciada também pela queda dos preços do trigo e pela proximidade do início da colheita de milho nos EUA, acrescenta a consultoria.
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