Com a maior disponibilidade de milho, devido ao avanço da colheita, e as recentes desvalorizações no mercado internacional, as cotações do cereal continuam em queda no mercado interno.
Segundo levantamento do Cepea, na última semana, os recuos mais expressivos foram observados no Centro-Oeste, onde a colheita está mais adiantada.
Nesse cenário, vendedores têm se mostrado receosos em negociar, na expectativa de que a demanda internacional se redirecione para o Brasil, devido aos recentes conflitos entre a Rússia e a Ucrânia.
Do lado comprador, grande parte dos consumidores está se abastecendo com milho do Centro-Oeste, por meio de contratos realizados nas semanas anteriores.
Portanto, não têm necessidade de adquirir novos volumes a curto prazo.
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Soja – A última semana foi marcada por uma disputa acirrada entre compradores domésticos e internacionais pela soja brasileira, o que resultou em alta dos preços internos.
Segundo levantamento do Cepea, a indústria nacional demonstrou maior necessidade de matéria-prima para recebimento no mercado spot, devido à firme demanda doméstica pelos derivados e às expectativas de crescimento na procura externa – reflexo dos conflitos entre a Rússia e a Ucrânia (o que pode redirecionar importadores de óleo de soja para o Brasil) e da menor oferta na Argentina.
Sojicultores brasileiros, por sua vez, estão retraídos nas vendas envolvendo grandes volumes.
Uma parcela dos produtores mostrou preferência por guardar o remanescente da safra 2022/23 em silos-bolsa em vez de comercializar no mercado spot – vale lembrar que esse tipo de armazenamento não é comum para a soja, pois pode elevar a umidade do grão.




