O Rabobank estima que as exportações brasileiras de milho deverão atingir um recorde de 52 milhões de toneladas em 2023, um aumento de 8 milhões de toneladas em relação ao volume ano anterior.
“Durante o ciclo 2022/23, o Brasil será o maior exportador do cereal, ultrapassando os Estados Unidos”, prevê o banco de origem holandesa, que divulgou nesta terça-feira (19/9) o relatório AgroInfo Q3, que traz as principais análises do trimestre e perspectivas para os próximos meses das principais commodities brasileiras.
Segundo estimativa do Rabobank, nesta temporada, a safra total de milho do Brasil alcançará 131 milhões de toneladas, um aumento de 16 milhões de toneladas em relação ao volume registrado no anterior.
Atualmente, a China representa 18% do volume total exportado pelo País.
SAIBA MAIS | Brasil deve ter superávit de US$ 80 bi em 2023, turbinado pela agropecuária, mostra Icomex
O banco projeta que o consumo interno de milho para o ciclo 2022/23 será de 81 milhões de toneladas, um aumento de 6 milhões de toneladas se comparado ao ano anterior.
Segundo os analistas da Rabobank, a oferta recorde do cereal no Brasil e a falta de armazenagem, além de um significativo atraso na comercialização do milho safrinha, impactaram negativamente os preços do milho durante o ciclo 2022/23.
“Desde o início da colheita do milho safrinha, os preços apresentaram uma redução expressiva de 8%”, informa a instituição.
Para a safra 2023/24, diz o banco, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) vem apontando para uma safra total de milho norte-americana de 384 milhões de toneladas, a maior dos últimos 6 anos.
“Porém, ainda assim, é esperado que o Brasil permaneça como maior exportador de milho para o próximo ciclo”, antecipa o Rabobank.




