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Mesmo diante do Ciclone Alfred, Austrália consegue elevar em 13% embarques de carne bovina no 1º tri/25

Outra surpresa na atividade de exportação de março/25 foi o impacto relativamente pequeno visto no comércio para os EUA
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Os embarques de carne bovina da Austrália atingiram 112.423 toneladas em março/25, 5.000 toneladas a menos que fevereiro/25 e 6.000 toneladas a mais que março do ano passado, informou o portal australiano www.beefcentral.com.

O Porto de Brisbane – de longe o maior terminal de carregamento de carne bovina australiana – ficou fechado por uma semana (até 10 de março) por causa do Ciclone Alfred, mas evidentemente os estivadores resolveram rapidamente o acúmulo de cargas quando a instalação foi reaberta, observa a reportagem da Beef Central.

Outra surpresa na atividade de exportação de março/25, diz o texto, foi o impacto relativamente pequeno visto no comércio para os Estados Unidos.

Durante a segunda metade do mês passado, exportadores australianos estavam relatando falta de apetite entre os clientes norte-americanos por causa da incerteza em torno do tamanho das tarifas de importação dos EUA sobre remessas de carne bovina australiana após 2 de abril.

Porém, os embarques de março/25 da Austrália para os EUA permaneceram altos, em 32.300 toneladas – isso é apenas 2.800 toneladas ou 8% abaixo do resultado registrado em fevereiro/25, informa o portal.

Na comparação com março/24, os embarques australianos do mês passado para o mercado norte-americano cresceram em 5.700 toneladas ou 21%, um reflexo do colapso do rebanho doméstico dos EUA para mínimas de 70 anos após um longo perído de seca.

Impacto tarifário

A grande questão agora, diz a Beef Central, é saber se os padrões comerciais de abril/25 irão refletir a nova tarifa de 10% sobre as exportações de carne bovina australiana para os EUA.

O Brasil, continua o portal, que é o principal concorrente de exportação da Austrália, agora enfrenta uma carga tarifária dos EUA ainda maior, com tarifas para o restante do ano de 36,5% (taxa fora da cota de 26,5% mais a nova tarifa retaliatória de 10%).

O texto da Beef Central lista algumas dúvidas importantes em relação aos rumos das exportações de carne bovina a partir das novas tarifas impostas pelos EUA e da nova guerra comercial entre o governo Trump e a China.

Eis algumas indagações relatadas pelo portal: “O apetite dos EUA pela carne bovina australiana diminuirá com a tarifa extra de 10%?; outros países clientes serão mais competitivos pela carne bovina australiana?; a Austrália aumentará o comércio com os EUA, às custas do Brasil, dada a diferença tarifária?; a nova tarifa de 34% imposta pela China às importações de carne bovina dos EUA terá algum impacto no comércio com a Austrália?”

Primeiro trimestre mais forte

O comércio total de exportação de carne bovina australiana no primeiro trimestre de 2025 atingiu 310.974 toneladas, 35.000 toneladas (ou 13%) acima do resultado obtido no mesmo período do ano passado, e um dos maiores níveis de embarque do primeiro trimestre já registrados, destaca a Beef Central.

O comércio de carne bovina para outros países clientes de exportação, além dos EUA, também se manteve alto no mês passado.

As exportações para a China permaneceram sólidas, apesar das dificuldades da economia local. O volume comprado pelos chineses em março/25 atingiu 20.263 toneladas, apenas 1.100 toneladas (ou 5%) abaixo dos números de fevereiro/25, e 23% acima do obtido em março do ano passado.

No acumulado do ano, a China já recebeu 56.544 toneladas de carne bovina australiana, um aumento de 22% em relação ao volume obtido no primeiro trimestre de 2024. “Trata-se do maior volume do primeiro trimestre já visto pela China, superando 2020”, relata o portal.

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