O mercado futuro do boi gordo registrou queda em setembro e opera abaixo das expectativas para o fim de 2025. Os contratos giram em torno de R$ 320 por arroba, distante das máximas que chegaram a se aproximar de R$ 350.
Para o médico veterinário Hyberville Neto, consultor e diretor da HN Agro e colunista do Portal DBO, entrevistado no programa Mercado Pecuário da última quarta-feira (24), apresentado pela jornalista Juliana Camargo, a pressão vem principalmente da oferta.
Frigoríficos bem posicionados com contratos a termo e parcerias de confinamento testam o mercado e mantêm as cotações contidas. Apesar disso, Hyberville avalia que não se trata de uma tendência firme de queda.
“Esperamos que o mercado encontre sustentação e evolua um pouco até o final do ano. Porém, entre os preços atuais e os R$ 350 há uma lacuna relativamente grande, considerando que já estamos na segunda quinzena de setembro. Eu não apostaria que os R$ 350 serão alcançados este ano.”, afirma.
O descompasso entre a valorização do bezerro e o pessimismo nos contratos futuros reforça a necessidade de cautela. Para o especialista, o cenário aumenta a importância do uso de ferramentas de proteção, já que a volatilidade pode abrir oportunidades rápidas para o pecuarista.
Assista à entrevista completa no Mercado Pecuário e confira outros temas abordados:
- Por que a oferta de fêmeas ainda pressiona as cotações;
- Bezerro volta à máxima de R$ 3.000;
- Exportações reduzem a carne disponível no mercado interno;
- Importância de travar preços mínimos para reduzir riscos;
- Próximos passos da Comitiva HN Agro pelo Brasil.




