Apresentado Por:

Mercado do boi gordo registra poucos negócios nas praças pecuárias brasileiras

Com estoques elevados nas câmaras frias, as indústrias tiram o pé das compras de boiadas gordas e mantêm a pressão baixista no valor da arroba, relata a IHS Markit
Compartilhe:

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

Nesta segunda-feira (1º de novembro), véspera de feriado nacional, o mercado brasileiro do boi gordo registrou baixa liquidez nos negócios, informou a IHS Markit.

Com estoques elevados nas câmaras frias e a ausência da China no mercado importador, as indústrias reduzem a procura por boiadas gordas e reforçam a pressão baixista na arroba, diz a IHS.

Além disso, os frigoríficos relatam preocupações com as sucessivas quedas nos preços internos da carne bovina, em função da inconsistência da demanda pela proteína.

“Com a semana curta devido ao feriado nacional (2/11) e com a maior parte dos frigoríficos com as escalas completas para a semana, poucos negócios foram reportados nesta segunda-feira no mercado paulista”, relata a Scot Consultoria.

Segundo a Scot, os preços do boi gordo e da vaca pronta para abater registraram estabilidade nesta segunda-feira e, portando, seguem valendo R$ 262/@ e R$ 252/@, respectivamente (valores brutos e a prazo).

Por sua vez, o preço da novilha teve queda diária de R$ 2/@ em São Paulo, para R$ 260/@, informa a Scot.

Segundo a IHS Markit, entre algumas importantes regiões pecuárias do País, sobretudo onde se concentra as maiores estruturas de confinamentos, a pressão de baixa é mais forte.

É o caso das praças de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, onde os preços da arroba acumularam quedas acentuadas (veja abaixo os preços desta segunda-feira nas principais regiões pecuárias).

As regiões citadas acima, relata a IHS Markit, possuem, historicamente, um maior direcionamento da produção local ao mercado chinês, o que acentuou o impacto negativo sobre os preços do boi gordo.

Especialmente nessas regiões, as unidades de abate reduziram consideravelmente a capacidade operacional, com o objetivo de ajustar a produção à demanda vigente.

Por outro lado, outras regiões do País registraram impactos mais moderados nos preços do boi gordo. No Sul, por exemplo, onde a oferta de animais terminados se mostra apertada, a demanda existente é suficiente para garantir suporte aos preços locais da arroba, informa a IHS.

“Outro ponto é que o leque de importadores da proteína bovina produzida nos estados da região Sul é mais diversificado”, relata a consultoria, acrescentando que grandes volumes estão sendo enviado aos países do Oriente Médio e da Europa.

Na região Norte, a oferta de boiadas gordas também está mais ajustada à demanda e, com isso, os valores da arroba em algumas praças locais são até superiores aos praticados nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Na bolsa B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram altas no fechamento da última sexta-feira, num movimento de compras de oportunidade depois das quedas acumuladas, informa a IHS.

No atacado, depois das quedas registradas na semana anterior, os preços dos principais cortes bovinos se estabilizaram nesta segunda-feira.

“Os agentes do setor apostam numa retomada das vendas internas de carne bovina a partir deste mês de novembro, devido à aproximação do período de festas de final de ano e à maior entrada de massa salarial por meio do pagamento da primeira parcela do 13º salário”, relata a IHS.

Cotações máximas desta segunda-feira, 1º de novembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 259/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 242/@ (prazo)
vaca a R$ 233/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 233/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 233/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 241/@ (à vista)
vaca a R$ 231/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 233/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca R$ 238/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 234/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 281/@ (à vista)
vaca a R$ 238/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 248/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 269/@ (à vista)
vaca a R$ 259/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 272/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 290@ (à vista)
vaca a R$ 272/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 248/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 244/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 254/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 249/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 238/@ (à vista)

Gostou? Compartilhe:

Mais Lidas

1.

Encontre aqui a consultoria ideal para sua fazenda

Vídeos em destaque

Mais Lidas

Colunistas