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Mercado chinês: “Não visualizamos mudanças de patamar nos preços do boi gordo por conta da nova leva de habilitações”, diz Agrifatto

A consultoria aponta dificuldade dos exportadores brasileiros em fechar bons preços com os importadores do país asiático
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Na última terça-feira (12/3), o Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa) divulgou uma nota confirmando a habilitação de 38 plantas frigoríficas para a exportação para a China, relembra a Agrifatto.

Foram habilitados 24 abatedouros de bovinos, 8 abatedouros de frango, 1 estabelecimento bovino de termo processamento e 5 entrepostos (1 bovino, 3 de frango e 1 de suíno).

Segundo a Agrifatto, apesar dos embarques para a China continuarem em um bom volume, a participação do consumo da China no total produzido de carne bovina no Brasil atingiu 15% no último mês, o menor nível desde fevereiro/22.

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Na avaliação da consultoria, o grande ponto para o argumento de que as novas habilitações não trariam grande impacto para a sustentação dos preços do boi gordo no Brasil é que as vendas de dianteiro para a China estão próximaS de suas mínimas.

“Atualmente, o produto está sendo negociado por R$ 21,53/kg, valor 26,16% abaixo do patamar praticado em 24/03/2023, quando as negociações com o país asiático retornaram após a suspensão causada pelo caso atípico de vaca louca no Pará”, observa a Agrifatto.

De acordo com a consultoria, a diferença de valores entre o dianteiro desossado enviado para a China e o mesmo produto colocado em São Paulo encontra-se próximo de 22%, um dos menores patamares registrados, o que dificulta na oferta de bônus sobre os animais “padrão China”.

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“Diante disso, o impacto positivo sobre as cotações futuras foi limitado e logo se “perdeu” durante a semana”, recorda a Agrifatto, que completa: “Obviamente, algumas praças do interior deverão ter alguma melhora (principalmente onde não havia plantas habilitadas), mas não visualizamos mudança de patamar do boi gordo por conta dessa nova leva de habilitações”, afirma a consultoria.

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