O mercado físico do boi gordo abriu outubro em tom de cautela, com ambas as pontas (comprador e vendedor) na defensiva, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
“A segunda-feira foi de muita morosidade em relação ao fluxo de negócios efetivados, pois boa parte das unidades de abate busca avaliar o resultado das vendas de carne bovina no última final de semana antes de efetivar novas compras de gado”, relata a IHS Markit.
Paralelamente, muitos pecuaristas também oferecem certa resistência em ofertar lotes confinados, à espera de uma recuperação mais consistente na demanda doméstica pela proteína.
Nesse contexto, a segunda-feira (3/10) foi marcada pela estabilidade nos preços da arroba do boi gordo na maioria das praças pecuárias do País.
Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, o boi gordo segue cotado em R$ 280/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas, respectivamente, por R$ 267/@ e R$ 278/@ (preços brutos e a prazo).
O boi-China, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, está cotado em R$ 290/@ nas praças do interior de São Paulo (preço bruto e a prazo), informa a Scot.
Segundo a IHS Markit, apesar da estabilidade, ainda se nota a sinalização de preços abaixo das máximas vigentes por parte das indústrias frigoríficas, que alegam preocupações em relação ao pleno escoamento da produção.
“A estratégia é diminuir estoques nas câmaras frigoríficas antes de elevar o fluxo de compra de boiada gorda”, informa a IHS.
Na B3, os preços futuros do boi gordo voltaram a sinalizar firmeza, sobretudo para as posições a partir de novembro/22.
Na avaliação da IHS, o movimento positivo nos preços dos contratos futuros de curto prazo mostra que o setor pecuário ainda acredita em uma melhoria na demanda doméstica pela proteína bovina brasileira, que deve esboçar uma recuperação mais consistente durante o último trimestre de 2022.
No atacado, as vendas dos principais cortes bovinos vêm evoluindo de forma regular, o que manteve estável os preços dos cortes neste começo de semana.
As expectativas se voltam para a etapa final desta primeira semana, quando a reposição de mercadoria nos entrepostos de distribuidores e varejistas devem ganhar fôlego com a entrada da massa salarial, observa a IHS.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta segunda-feira, 3/10
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 292/@ (prazo)
vaca a R$ 272/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 268/@ (à vista)
vaca a R$ 250/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 252/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 252/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 245/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 245/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 255/@ (prazo)
vaca a R$ 245/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 255/@ (à vista)
vaca a R$ 243/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 254/@ (à vista)
vaca a R$ 243/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca R$ 250/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 250/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 285/@ (prazo)
vaca a R$ 260/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 255/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 273/@ (à vista)
vaca a R$ 263/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 267/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 267/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 257/@ (prazo)
vaca a R$ 247/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 257/@ (prazo)
vaca a R$ 247/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 265/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 255/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 265/@ (à vista)
vaca a R$ 255/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 255/@ (à vista)
vaca a R$ 235/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 266@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 265/@ (à vista)
vaca a R$ 250/@ (à vista)




