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Mais chance para os machos inteiros?

Estudo da Unesp mostra que animais com “dois dentes” têm mesma qualidade de carne dos “zero dentes”, maturidade máxima aceita pelos programas de certificação

Padrão dos animais 1/2 sangue acompanhados no experimento. Foto: Carolina Jardine

Por Carolina Rodrigues

Já não há dúvida quanto à preferência dos programas de carne de qualidade por animais castrados, embora quase todos aceitem “inteiros”, com restrições. No Programa Carne Angus Certificada, um dos maiores e mais representativos do País, a exigência para essa categoria de machos é que sejam bem jovens (dente de leite)”, critério visto como garantia para uma carne de qualidade mais próxima à dos castrados. Nem o Angus, nem outros programas similares, como o Carne Pampa (Hereford e Braford), o Charolês e o Devon aceitam inteiros com dois dentes incisivos definitivos.

Mas, será este um critério adequado? Uma pesquisa inédita, realizada pela Unesp-Jaboticabal (SP) em parceria com a Cargill/Nutron, a Fazenda Turbilhão (em Estrela D’Oeste, SP) e o Frigoestrela, comparou dados de machos inteiros “zero leite” com os de inteiros com “dois dentes” e não constatou nenhuma diferença entre eles, no que se refere à qualidade de carne.

O estudo, realizado em 2019 e recém-divulgado, acompanhou 640 animais F1 Angus-Nelore confinados por um período de 180 dias, com uma dieta de alto concentrado, formulada para ganho de 1,5 kg/cab/dia. Após o abate, todos passam por inspeção da dentição, escolhendo-se aleatoriamente 44 carcaças de animais “zero dente” e 44 com “dois dentes”. Em seguida, foram colhidas amostras de carne para análise laboratorial (composição química, cor, perdas por cozimento, força de cisalhamento e pH).

A diferença na dentição não influiu nas características de carcaça, incluindo peso, rendimento, perda de resfriamento, área de olho de lombo e espessura de gordura. O mesmo se provou quanto à qualidade da carne. Os valores médios de pH das carcaças foi de 5,7 nos dois grupos e a força de cisalhamento de 5,4 quilogramas-força (kgf), conforme mostra a tabela. O trabalho é inédito porque somente dois estudos até agora avaliaram a classificação dentária em carcaças de novilhos Nelore inteiros e sua correlação com a qualidade de carne, mas nenhum deles fez comparações entre “zero dentes” e “dois dentes”.

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Mas, será este um critério adequado? Uma pesquisa inédita, realizada pela Unesp-Jaboticabal (SP) em parceria com a Cargill/Nutron, a Fazenda Turbilhão (em Estrela D’Oeste, SP) e o Frigoestrela, comparou dados de machos inteiros “zero leite” com os de inteiros com “dois dentes” e não constatou nenhuma diferença entre eles, no que se refere à qualidade de carne.

O estudo, realizado em 2019 e recém-divulgado, acompanhou 640 animais F1 Angus-Nelore confinados por um período de 180 dias, com uma dieta de alto concentrado, formulada para ganho de 1,5 kg/cab/dia. Após o abate, todos passam por inspeção da dentição, escolhendo-se aleatoriamente 44 carcaças de animais “zero dente” e 44 com “dois dentes”. Em seguida, foram colhidas amostras de carne para análise laboratorial (composição química, cor, perdas por cozimento, força de cisalhamento e pH).

A diferença na dentição não influiu nas características de carcaça, incluindo peso, rendimento, perda de resfriamento, área de olho de lombo e espessura de gordura. O mesmo se provou quanto à qualidade da carne. Os valores médios de pH das carcaças foi de 5,7 nos dois grupos e a força de cisalhamento de 5,4 quilogramas-força (kgf), conforme mostra a tabela. O trabalho é inédito porque somente dois estudos até agora avaliaram a classificação dentária em carcaças de novilhos Nelore inteiros e sua correlação com a qualidade de carne, mas nenhum deles fez comparações entre “zero dentes” e “dois dentes”.

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Por Carolina Rodrigues

Já não há dúvida quanto à preferência dos programas de carne de qualidade por animais castrados, embora quase todos aceitem “inteiros”, com restrições. No Programa Carne Angus Certificada, um dos maiores e mais representativos do País, a exigência para essa categoria de machos é que sejam bem jovens (dente de leite)”, critério visto como garantia para uma carne de qualidade mais próxima à dos castrados. Nem o Angus, nem outros programas similares, como o Carne Pampa (Hereford e Braford), o Charolês e o Devon aceitam inteiros com dois dentes incisivos definitivos.

Mas, será este um critério adequado? Uma pesquisa inédita, realizada pela Unesp-Jaboticabal (SP) em parceria com a Cargill/Nutron, a Fazenda Turbilhão (em Estrela D’Oeste, SP) e o Frigoestrela, comparou dados de machos inteiros “zero leite” com os de inteiros com “dois dentes” e não constatou nenhuma diferença entre eles, no que se refere à qualidade de carne.

O estudo, realizado em 2019 e recém-divulgado, acompanhou 640 animais F1 Angus-Nelore confinados por um período de 180 dias, com uma dieta de alto concentrado, formulada para ganho de 1,5 kg/cab/dia. Após o abate, todos passam por inspeção da dentição, escolhendo-se aleatoriamente 44 carcaças de animais “zero dente” e 44 com “dois dentes”. Em seguida, foram colhidas amostras de carne para análise laboratorial (composição química, cor, perdas por cozimento, força de cisalhamento e pH).

A diferença na dentição não influiu nas características de carcaça, incluindo peso, rendimento, perda de resfriamento, área de olho de lombo e espessura de gordura. O mesmo se provou quanto à qualidade da carne. Os valores médios de pH das carcaças foi de 5,7 nos dois grupos e a força de cisalhamento de 5,4 quilogramas-força (kgf), conforme mostra a tabela. O trabalho é inédito porque somente dois estudos até agora avaliaram a classificação dentária em carcaças de novilhos Nelore inteiros e sua correlação com a qualidade de carne, mas nenhum deles fez comparações entre “zero dentes” e “dois dentes”.

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Mas, será este um critério adequado? Uma pesquisa inédita, realizada pela Unesp-Jaboticabal (SP) em parceria com a Cargill/Nutron, a Fazenda Turbilhão (em Estrela D’Oeste, SP) e o Frigoestrela, comparou dados de machos inteiros “zero leite” com os de inteiros com “dois dentes” e não constatou nenhuma diferença entre eles, no que se refere à qualidade de carne.

O estudo, realizado em 2019 e recém-divulgado, acompanhou 640 animais F1 Angus-Nelore confinados por um período de 180 dias, com uma dieta de alto concentrado, formulada para ganho de 1,5 kg/cab/dia. Após o abate, todos passam por inspeção da dentição, escolhendo-se aleatoriamente 44 carcaças de animais “zero dente” e 44 com “dois dentes”. Em seguida, foram colhidas amostras de carne para análise laboratorial (composição química, cor, perdas por cozimento, força de cisalhamento e pH).

A diferença na dentição não influiu nas características de carcaça, incluindo peso, rendimento, perda de resfriamento, área de olho de lombo e espessura de gordura. O mesmo se provou quanto à qualidade da carne. Os valores médios de pH das carcaças foi de 5,7 nos dois grupos e a força de cisalhamento de 5,4 quilogramas-força (kgf), conforme mostra a tabela. O trabalho é inédito porque somente dois estudos até agora avaliaram a classificação dentária em carcaças de novilhos Nelore inteiros e sua correlação com a qualidade de carne, mas nenhum deles fez comparações entre “zero dentes” e “dois dentes”.

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O estudo, realizado em 2019 e recém-divulgado, acompanhou 640 animais F1 Angus-Nelore confinados por um período de 180 dias, com uma dieta de alto concentrado, formulada para ganho de 1,5 kg/cab/dia. Após o abate, todos passam por inspeção da dentição, escolhendo-se aleatoriamente 44 carcaças de animais “zero dente” e 44 com “dois dentes”. Em seguida, foram colhidas amostras de carne para análise laboratorial (composição química, cor, perdas por cozimento, força de cisalhamento e pH).

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Uma visão da pecuária norte-americana, é o tema da conversa da editora Maristela Franco com o zootecnista brasileiro Octávio Guimarães, que presta assistência a confinamentos nos EUA que trabalham com 700 mil cabeças/ano.

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Mas, será este um critério adequado? Uma pesquisa inédita, realizada pela Unesp-Jaboticabal (SP) em parceria com a Cargill/Nutron, a Fazenda Turbilhão (em Estrela D’Oeste, SP) e o Frigoestrela, comparou dados de machos inteiros “zero leite” com os de inteiros com “dois dentes” e não constatou nenhuma diferença entre eles, no que se refere à qualidade de carne.

O estudo, realizado em 2019 e recém-divulgado, acompanhou 640 animais F1 Angus-Nelore confinados por um período de 180 dias, com uma dieta de alto concentrado, formulada para ganho de 1,5 kg/cab/dia. Após o abate, todos passam por inspeção da dentição, escolhendo-se aleatoriamente 44 carcaças de animais “zero dente” e 44 com “dois dentes”. Em seguida, foram colhidas amostras de carne para análise laboratorial (composição química, cor, perdas por cozimento, força de cisalhamento e pH).

A diferença na dentição não influiu nas características de carcaça, incluindo peso, rendimento, perda de resfriamento, área de olho de lombo e espessura de gordura. O mesmo se provou quanto à qualidade da carne. Os valores médios de pH das carcaças foi de 5,7 nos dois grupos e a força de cisalhamento de 5,4 quilogramas-força (kgf), conforme mostra a tabela. O trabalho é inédito porque somente dois estudos até agora avaliaram a classificação dentária em carcaças de novilhos Nelore inteiros e sua correlação com a qualidade de carne, mas nenhum deles fez comparações entre “zero dentes” e “dois dentes”.

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Mas, será este um critério adequado? Uma pesquisa inédita, realizada pela Unesp-Jaboticabal (SP) em parceria com a Cargill/Nutron, a Fazenda Turbilhão (em Estrela D’Oeste, SP) e o Frigoestrela, comparou dados de machos inteiros “zero leite” com os de inteiros com “dois dentes” e não constatou nenhuma diferença entre eles, no que se refere à qualidade de carne.

O estudo, realizado em 2019 e recém-divulgado, acompanhou 640 animais F1 Angus-Nelore confinados por um período de 180 dias, com uma dieta de alto concentrado, formulada para ganho de 1,5 kg/cab/dia. Após o abate, todos passam por inspeção da dentição, escolhendo-se aleatoriamente 44 carcaças de animais “zero dente” e 44 com “dois dentes”. Em seguida, foram colhidas amostras de carne para análise laboratorial (composição química, cor, perdas por cozimento, força de cisalhamento e pH).

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Média das fêmeas foi 116% superior à registrada em igual período do ano passado

Padrão dos animais 1/2 sangue acompanhados no experimento. Foto: Carolina Jardine

Por Carolina Rodrigues

Já não há dúvida quanto à preferência dos programas de carne de qualidade por animais castrados, embora quase todos aceitem “inteiros”, com restrições. No Programa Carne Angus Certificada, um dos maiores e mais representativos do País, a exigência para essa categoria de machos é que sejam bem jovens (dente de leite)”, critério visto como garantia para uma carne de qualidade mais próxima à dos castrados. Nem o Angus, nem outros programas similares, como o Carne Pampa (Hereford e Braford), o Charolês e o Devon aceitam inteiros com dois dentes incisivos definitivos.

Mas, será este um critério adequado? Uma pesquisa inédita, realizada pela Unesp-Jaboticabal (SP) em parceria com a Cargill/Nutron, a Fazenda Turbilhão (em Estrela D’Oeste, SP) e o Frigoestrela, comparou dados de machos inteiros “zero leite” com os de inteiros com “dois dentes” e não constatou nenhuma diferença entre eles, no que se refere à qualidade de carne.

O estudo, realizado em 2019 e recém-divulgado, acompanhou 640 animais F1 Angus-Nelore confinados por um período de 180 dias, com uma dieta de alto concentrado, formulada para ganho de 1,5 kg/cab/dia. Após o abate, todos passam por inspeção da dentição, escolhendo-se aleatoriamente 44 carcaças de animais “zero dente” e 44 com “dois dentes”. Em seguida, foram colhidas amostras de carne para análise laboratorial (composição química, cor, perdas por cozimento, força de cisalhamento e pH).

A diferença na dentição não influiu nas características de carcaça, incluindo peso, rendimento, perda de resfriamento, área de olho de lombo e espessura de gordura. O mesmo se provou quanto à qualidade da carne. Os valores médios de pH das carcaças foi de 5,7 nos dois grupos e a força de cisalhamento de 5,4 quilogramas-força (kgf), conforme mostra a tabela. O trabalho é inédito porque somente dois estudos até agora avaliaram a classificação dentária em carcaças de novilhos Nelore inteiros e sua correlação com a qualidade de carne, mas nenhum deles fez comparações entre “zero dentes” e “dois dentes”.

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Padrão dos animais 1/2 sangue acompanhados no experimento. Foto: Carolina Jardine

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Já não há dúvida quanto à preferência dos programas de carne de qualidade por animais castrados, embora quase todos aceitem “inteiros”, com restrições. No Programa Carne Angus Certificada, um dos maiores e mais representativos do País, a exigência para essa categoria de machos é que sejam bem jovens (dente de leite)”, critério visto como garantia para uma carne de qualidade mais próxima à dos castrados. Nem o Angus, nem outros programas similares, como o Carne Pampa (Hereford e Braford), o Charolês e o Devon aceitam inteiros com dois dentes incisivos definitivos.

Mas, será este um critério adequado? Uma pesquisa inédita, realizada pela Unesp-Jaboticabal (SP) em parceria com a Cargill/Nutron, a Fazenda Turbilhão (em Estrela D’Oeste, SP) e o Frigoestrela, comparou dados de machos inteiros “zero leite” com os de inteiros com “dois dentes” e não constatou nenhuma diferença entre eles, no que se refere à qualidade de carne.

O estudo, realizado em 2019 e recém-divulgado, acompanhou 640 animais F1 Angus-Nelore confinados por um período de 180 dias, com uma dieta de alto concentrado, formulada para ganho de 1,5 kg/cab/dia. Após o abate, todos passam por inspeção da dentição, escolhendo-se aleatoriamente 44 carcaças de animais “zero dente” e 44 com “dois dentes”. Em seguida, foram colhidas amostras de carne para análise laboratorial (composição química, cor, perdas por cozimento, força de cisalhamento e pH).

A diferença na dentição não influiu nas características de carcaça, incluindo peso, rendimento, perda de resfriamento, área de olho de lombo e espessura de gordura. O mesmo se provou quanto à qualidade da carne. Os valores médios de pH das carcaças foi de 5,7 nos dois grupos e a força de cisalhamento de 5,4 quilogramas-força (kgf), conforme mostra a tabela. O trabalho é inédito porque somente dois estudos até agora avaliaram a classificação dentária em carcaças de novilhos Nelore inteiros e sua correlação com a qualidade de carne, mas nenhum deles fez comparações entre “zero dentes” e “dois dentes”.

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