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Gado vivo: Argentina, uma “novata” em um mercado mundial de US$ 5 bilhões/ano

Em meados de fevereiro/25, o governo da Argentina autorizou a exportação de gado vivo, revertendo uma proibição que estava em vigor há mais de 50 anos
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Em reportagem recente, o jornal argentino Clarín destaca o tamanho do mercado de gado vivo em 2025, estimado em 5 milhões de animais comercializados ao longo deste ano, com movimentação total de US$ 5 bilhões/ano, de acordo com projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Segundo dados citados pelo Clarín, hoje, o principal exportador de gado vivo é o México, que coloca 1,39 milhão de animais nos EUA, seguido pela Austrália, que envia cerca de 825 mil animais para o Sudeste Asiático – principalmente a Indonésia.

Outro grande exportador de gado vivo, há décadas, é a União Europeia, que embarca cerca de 800.000 cabeças anualmente para o Norte da África e para países do Oriente Médio.

Também é significativo, aponta o Clarín, o volume de gado — 760.000 cabeças, quase todas para abate — que o Canadá vende aos EUA, destinado aos grandes frigoríficos norte-americanos perto da fronteira canadense.

O Brasil também é citado pelo jornal argentino: “(o país) é relativamente novo no ramo, exportando cerca de 400.000 cabeças anualmente para o Norte da África, Oriente Médio e Ásia”.

O Clarín também recorda que, depois de muitos anos, a Austrália retomou recentemente as suas exportações de gado vivo para o México e está considerando vender gado vivo para os EUA.

Uruguai reforça embarques de gado em pé

Segundo a reportagem do Clarín, o Uruguai merece atenção especial, pois neste ano exportará cerca de 400 mil cabeças de gado, a maioria deles machos inteiros da raça britânica – embora bezerros castrados também sejam exportados, mas em pequenos números, geralmente para completar a carga de um navio.

O Uruguai, diz a reportagem, também exporta gado de corte, com cerca de 400 quilos, e novilhas prenhes Angus ou Hereford, bezerros das mesmas raças, além de bezerros e novilhas da raça Holandesa.

Em 2021, o Uruguai embarcou cerca de 261.000 animais vivos para todos os destinos; em 2022, exportou 76 mil; em 2023, 245 mil animais; e, em 2024, cerca de 300 mil cabeças, informa o Clarín.

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