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Exportações de carne suína dos EUA recuam 6% com guerras comerciais

Só para o México houve queda de 19% nas exportações de janeiro a abril deste ano ante igual período de 2018
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O mercado de carne suína dos Estados Unidos foi duramente atingido por uma série de batalhas comerciais nos últimos meses, particularmente com o México, informa a GlobalMeatNews.

Segundo o último relatório de carne suína do Conselho de Agricultura e Horticultura (AHDB), os EUA exportaram 848.500 toneladas de carne de porco durante os primeiros quatro meses deste ano, 6% abaixo do volume registrado no mesmo período do ano passado.

A AHDB atribuiu a queda sobretudo ao menor desempenho dos embarques para o México, que caíram 19% no quadrimestre ante mesmo período de 2018 devido à aplicação de tarifa (20%) à carne de porco fresca e congelada.

Após a remoção da tarifa, em maio último, a AHDB prevê uma retomada das exportações norte-americanas ao México, embora permaneça a dúvida se os embarques irão retornar aos níveis pré-tarifários.

Queda da China

As exportações de carne suína dos EUA para a China também diminuíram devido à introdução de tarifas. No entanto, a queda em volume foi de apenas 4% no quadrimestre, número considerado não tão ruim pelos analistas diante de uma tarifa bastante alta, de até 62%.

Os embarques norte-americanos para o mercado japonês caíram 8% no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, baixa motivada por uma perda da cota de mercado depois do acordo comercial UE-Japão.

As exportações para o Canadá, porém, aumentaram em 8% no período, para 86.800 toneladas. Mais uma vez, isso se deveu principalmente ao aumento dos embarques de produtos frescos e congelados, embora não tenha sido suficiente para compensar as perdas em outros importantes países compradores, informou a GlobalMeatNews.

Febre suína

Espera-se uma demanda internacional mais forte pela carne suína norte-americana, motivada sobretudo pelo surto da peste suína africana na China e a necessidade de suprir o déficit de carne de porco daquele país.

Acredita-se que haja oportunidade (para os norte-americanos) de suprir uma demanda secundária, já que outros grandes exportadores estão direcionando a produção de carne suína para a China.

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