A quinta-feira (4/5) deu continuidade à especulação baixista nos preços do boi gordo e demais categorias terminadas, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
“A fraca atuação (ou até ausência) de muitas unidades de abate vem elevando a pressão baixista sobre os preços da arroba”, ressaltam os analistas da S&P Global Commodity Insights.
Segundo a consultoria, a inconsistência das vendas externas de carne bovina brasileira gerada pela pressão de importadores chineses (que forçam a queda no preço da proteína nacional, atrapalhando o andamento dos negócios), adicionado a um fraco consumo doméstico, trouxe mais pessimismo ao setor.
“Muitas indústrias buscam equilibrar a produção à demanda com foco em evitar formação de estoques nas câmaras frias”, relata a S&P Global.
Pelo lado de dentro das porteiras, muitos pecuaristas acabam cedendo ao movimento de pressão baixista, preocupados com as incertezas em relação aos comportamento da cadeia no curto e médios prazos.
Com a chegada do período seco, dizem os analistas, os produtores não descartam quedas ainda mais consistentes na arroba daqui para frente.
“A safra de capim está caminhando para o fim, além da presença do fenômeno El Niño, com temperaturas mais elevadas e baixa pluviometria, deve pressionar a entrega de boiadas nos próximos dias e manter o viés de baixa do boi gordo”, prevê o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria.
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“O uso da estratégia de retenção do gado no pasto fica cada vez mais difícil”, observa a S&P Global.
O descarte de fêmeas também colabora para agigantar a oferta de animais para abate e neutralizar um ambiente de recuperação nos preços da arroba acrescentam os analistas.
Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, a cotação da vaca gorda recuou R$ 2/@ nesta quarta-feira nas praças de São Paulo, para R$ 240/@, valor bruto, no prazo.
Por sua vez, diz a Scot, o menor ímpeto de compra das indústrias, devido à menor necessidade de compor as escalas de abate, manteve os preços do boi gordo e da novilha gorda estáveis nesta quarta-feira, na comparação diária.
Com isso, o macho terminado segue valendo R$ 262/@ no mercado paulista, enquanto a novilha é negociada por R$ 252 (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot.
O “boi-China” (abatido com até 30 meses de idade) está cotado em R$ 270/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo).
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quinta-feira, 4/5
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 238/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 249/@ (à vista)
vaca a R$ 224/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 226/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 222/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 234/@ (à vista)
vaca a R$ 215/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca R$ 217/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 231/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 211/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 231/@ (à vista)
vaca a R$ 220/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 255/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 224/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 219/@ (prazo)
vaca a R$ 214/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 199/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 220/@ (prazo)
vaca a R$ 197/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 217/@ (à vista)
vaca a R$ 197/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 226/@ (à vista)
vaca a R$ 202/@ (à vista)




