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Dinheiro dos salários pode reativar consumo interno de carne e estimular aumento da busca pelo boi gordo

No entanto, os frigoríficos seguem cautelosos nas aquisições de boiadas gordas, pois operam com escalas ainda relativamente alongadas
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Com o início de outubro/25, os pecuaristas reforçam as esperanças de retomada do movimento de alta do boi gordo, já que os consumidores, estimulados pela entrada dos salários, podem reativar as compras de cortes de carne bovina, a proteína preferida dos brasileiros.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 1/10 pela Agrifatto; clique AQUI.

No entanto, os frigoríficos seguem cautelosos nas aquisições de boiadas gordas, pois operam com escalas ainda relativamente alongadas, e são abastecidos com entregas oriundas de parcerias com pecuaristas, confinamentos próprios e contratos a termo.

Segundo as equipes de analistas da Agrifatto e Scot Consultoria, que acompanham diariamente o movimento dos negócios no mercado pecuário, a quarta-feira (1/10) foi de estabilidade nas cotações dos animais terminados nas principais praças do País, apesar da pressão de baixa imposta pelos frigoríficos compradores.

Pelos dados da Scot, o animal “comum” segue valendo R$ 302/@ em São Paulo, enquanto o boi-China” é vendido por R$ 307/@ (valores brutos, no prazo).

Na mesma praça, a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 280/@ e R$ 290/@, respectivamente, acrescenta a Scot.

As escalas de abate entre os frigoríficos paulistas atendem, em média, a dez dias, informa a consultoria.

Segundo apuração da Agrifatto, em São Paulo, o boi sem padrão-exportação e o animal-China apresentam o mesmo valor de tabela: R$ 310/@. Nas outras 16 praças monitoradas pela consultoria, o animal terminado em R$ 294,20/@, em média.

No mercado futuro, os contratos do boi gordo subiram na sessão de terça-feira (30/1) da B3. O papel com vencimento em dezembro/25 fechou o pregão a R$ 324,45/@, com ligeira alta de 0,43% no comparativo diário.

Balanço mensal

Setembro/25 registrou baixa variação nos preços do boi gordo em grande parte do País, observa a Agrifatto.

Na praça paulista, o indicador CEPEA encerrou o mês em R$ 307,87/@, em média, uma pequena elevação de  0,20% sobre o valor médio registrado em agosto/25.

No comparativo anual, porém, esse mesmo indicador apresenta aumento expressivo de 20,52%, destaca a Agrifatto.

Segundo a consultoria, setembro/25 foi marcado pela maior oferta de animais provenientes do primeiro giro de confinamento, somada a um mercado doméstico da carne bovina com escoamento mais compassado.

“O fator principal que sustentou as cotações foi o desempenho das exportações, que registraram novo recorde histórico”, destaca a Agrifatto.

Entre as praças pecuárias, Mato Grosso do Sul se destacou pelo encurtamento do diferencial de base em setembro/25 (em relação ao preço de SP), que atingiu 2,8%, o melhor nível da história.

Além disso, a região registrou valorização de 1,06% na cotação média do boi gordo na comparação com agosto/25, alcançando média de R$ 316,48/@, informa a Agrifatto.

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