Apesar da melhora da qualidade das pastagens nas últimas semanas, a oferta de boi gordo ainda não está abundante no mercado brasileiro e, com isso, os frigoríficos do País encontram dificuldades em alongar as escalas de abate, informa a consultoria Agrifatto.
“A maior demanda e a maior remuneração pelo “boi-China” em relação ao animal comum, direcionado para o mercado doméstico) faz com que as algumas indústrias busquem em outros Estados o animal tipificado para a exportação”, relatam os analistas da consultoria.
Atualmente, o animal com padrão para entrar no mercado chinês vale em torno de R$ 355/@, a prazo, no mercado paulista, enquanto o boi comum é negociado a R$ 338/@, a prazo, de acordo com a Scot Consultoria.
Pelo levantamento da Agrifatto, nesta sexta-feira (25/2), a média nacional das escalas de abate recuou para 7 dias úteis, dois dias a menos que o número registrado na sexta-feira anterior (18/2).
Veja abaixo a programação atual dos abates em algumas das principais regiões de pecuária do Brasil, segundo apuração feita pela equipe da Agrifatto:
São Paulo – As indústrias locais fecharam a sexta-feira com 7 dias úteis já programados, queda de 2 dias no comparativo entre as semanas.
Pará – A média das escalas das indústrias paraenses encerrou a semana na casa dos 11 dias úteis, queda de 5 dias no comparativo semanal.
GO/MG/TO – Nos três Estados, os frigoríficos fecharam a semana com a média de 8 dias úteis escalados – as três regiões mantiveram as programações estáveis ante a semana passada.
Rondônia – No Estado do Norte brasileiro, as programações de abate se encontram completas em 6 dias úteis, queda de 1 dia no comparativo semanal.
MT/MS – Nas indústrias mato-grossenses e sul-mato-grossenses, as escalas de abate se encontram na média de 5 dias úteis, recuando, respectivamente, 1 e 2 dias no comparativo entre as semanas.




