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Cotação do boi gordo sobe nas praças paulistas, aponta Scot Consultoria

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Compradores estão ofertando mais pelo boi gordo, informa a Scot Consultoria, que identificou elevação de R$ 2/@ no animal “comum” e de R$ 1/@ no “boi-China” – agora as duas mercadorias estão valendo R$ 312/@ e R$ 314/@, respectivamente, no prazo, preço bruto.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 19/3 pela Agrifatto: clique AQUI.

Para as fêmeas, os preços permaneceram estáveis no Estado de São Paulo, em R$ 280/@ (vaca gorda) e R$ 295/@ (novilha gorda).

Segundo a Agrifatto, o mercado físico do boi gordo enfrenta um impasse por conta da oferta limitada de machos e da redução no abate de fêmeas, fatores que contribuem para sustentação dos preços da arroba nas praças brasileiras.

“Mesmo adotando uma estratégia de compras gradativas, os frigoríficos cederam à pressão na terça-feira (18/3), e a arroba registrou valorização em 8 das 17 regiões (GO, MG, MS, MT, PA, PR, RO e TO)”, afirma a Agrifatto, acrescentando que nas demais regiões os preços seguiram estáveis (AC, AL, BA, ES, MA, RJ, RS, SC e SP).

De acordo com levantamento da Agrifatto, com o volume de negociações de boiadas gordas limitado, as escalas recuaram levemente, atendendo agora, entre seis e sete abates, na média nacional.

Pela apuração da Agrifatto, nesta quarta-feira (19/3), o boi gordo “comum” permaneceu cotado em R$ 300/@ no Estado de São Paulo, enquanto o “boi-China” segue valendo R$ 310/@, resultando em uma média para ambas categorias de R$ 305/@.

Nas outras 16 praças, a média da arroba seguiu em R$ 290,30. “As dezessete praças monitoradas mantiveram os preços inalterados”, afirma a Agrifatto.

No mercado futuro, dando sequência à tendência de alta na B3, a terça-feira (18/3) foi marcada por um desempenho positivo em todos os contratos do boi gordo.

ASSISTA | Boi gordo: mercado físico acompanhará a alta do mercado futuro?

“Mais uma vez, o vencimento de junho/25 sobressaiu, fechando o pregão com uma cotação de R$ 318,10/@”, afirma a consultoria, acrescentando que este valor representa um aumento de 1,19% comparado ao dia anterior.

Atacado/varejo

Na segunda quinzena do mês, com o orçamento dos consumidores no limite, o mercado de carne bovina desacelerou ainda mais em relação ao início da semana, evidenciando um rápido enfraquecimento da demanda, informa a Agrifatto.

“Na capital paulista, tanto as vendas no varejo quanto as distribuições no atacado de carne com ossos perdem ritmo desde segunda-feira, comprometendo o escoamento e a liquidez”, enfatiza a Agrifatto.

A baixa demanda se reflete na redução dos pedidos para reposição de estoques nos pontos de consumo, relata a consultoria.

“A situação preocupa, pois mercadorias permanecem paradas nos pontos de distribuição, com descargas adiadas por pelo menos dois dias”, observa a Agrifatto.

Além disso, cresceram as devoluções parciais por problemas de qualidade, e já ocorrem devoluções totais por outros motivos.

Em contrapartida, diz a consultoria, para liberar espaço nas câmaras frias, diversos frigoríficos embarcam produtos sem destino ou venda garantida, oferecendo essas mercadorias para entrega ainda nesta semana.

No entanto, diante da estagnação do mercado e da demanda reduzida para a maioria dos produtos, distribuidores, já abastecidos até sexta-feira (21/3), recusam compras que normalmente reforçariam os estoques.

“Até mesmo o dianteiro, que na semana passada registrava alta procura,  perdeu tração e agora está entre os itens de menor giro”, informa a Agrifatto.

Nas negociações semanais com o atacado programadas para amanhã, apesar de um volume de carne com ossos ligeiramente menor que o das semanas anteriores, pode haver sobra de mercadoria, acrescenta a Agrifatto.

 

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