Em fevereiro/25, a arroba do boi gordo passou por desvalorização na maioria das praças pecuárias, impulsionada sobretudo pela maior oferta de fêmeas, informa a Agrifatto.
Seguindo caminho oposto, continua a consultoria, o bezerro registrou alta, com avanço de 1,08% no comparativo mensal (fevereiro/25 versus janeiro/25), fechando em R$ 2.609/cabeça, na média Brasil, o maior nível desde agosto/22.
Dessa forma, relata a Agrifatto, a relação de troca entre o bezerro de 200 kg e o boi gordo de 20 arrobas registrou uma redução de 3,23% em fevereiro em relação ao mês anterior, com a média nacional do indicador ficando em 2,30 cab/cab (ainda sim, 0,84% acima da média histórica).
Uma das maiores quedas registradas no poder de compra do recriador/invernista ocorreu na praça de Tocantins, onde a relação de troca fechou fevereiro/25 em 2,31 cab/cab, com recuo mensal de 7,42% – o menor patamar desde julho de 2024, destaca a Agrifatto.
Em Mato Grosso, a relação de troca em fevereiro/25 ficou em 2,30 cab/cab, com baixa mensal de 3,04%. Na praça mineira, a relação ficou em 2,40 cab/cab, apresentando recuo de 5,86%.
Em São Paulo, o indicador fechou fevereiro/25 em 2,40 cab/cab, com queda de 2,35% na comparação com janeiro/25.
Segundo da Agrifatto, a relação de troca bezerro/boi gordo no Brasil continuou acima da média histórica, indicando que o gasto do recriador/invernistas com a reposição está menos “pesado que o histórico dos últimos anos”.
No entanto, dizem os analistas da consultoria, essa atual diminuição da relação de troca/aumento dá os sinais que o ciclo pecuário deve se alterar nos próximos meses.
Relação de troca boi magro/boi gordo
Seguindo a mesma tendência, a relação de troca entre o boi magro e o boi gordo registrou recuo em quase todas as praças monitoradas, observa a Agrifatto.
A média Brasil da relação de troca entre o boi magro e o boi gordo apresentou queda de 2,17% em fevereiro/25 versus janeiro/25.
O recuo no poder de compra do recriador/invernista ocorreu devido à maior desvalorização da arroba do boi gordo em relação à queda do boi magro.
Porém, em fevereiro/25, o preço nacional do boi magro atingiu o menor nível desde novembro/24, ficando em R$ 4.103/cab, em média, de acordo com a Agrifatto.
A média brasileira da relação de troca entre as duas categorias foi de 1,46 cab/cab, ficando 2,43% abaixo da média histórica.
O maior recuo foi registrado em Minas Gerais: a relação de troca entre boi magro e boi gordo caiu 5,31% em fevereiro/25 sobre janeiro/25, fechando em 1,48 cab/cab.
A relação de troca em Mato Grosso do Sul registrou queda de 3,92%, encerrando fevereiro/25 em 1,47 cab/cab.
Na Bahia, houve recuo de 0,45% no comparativo mensal, com a relação estabelecendo-se em 1,50 cab/cab.
Na opinião dos analistas da Agrifatto, as desvalorizações nas cotações do boi magro em fevereiro/25 sinalizam o pecuarista mais desestimulado para a atividade de engorda intensificada.
“Neste momento, a compra de animais de reposição é estratégica, podendo render bons frutos sobre a margem na venda do boi gordo a partir do final de 2025 e início de 2026”, antecipa a Agrifatto.




