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Com escalas de abate confortáveis, frigoríficos mantêm pressão sobre a cotação do boi gordo

Desova dos últimos lotes de animais terminados a pasto e paralisações de frigoríficos exportadores por parte da China contribuem para o enfraquecimento da arroba nas últimas semanas
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Nesta quinta-feira, 26 de maio, o mercado brasileiro do boi gordo registrou um baixo volume de negócios, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

“Indústrias e pecuaristas se ausentam do mercado, gerando falta de liquidez nas operações de compra e venda de boiadas gordas”, relata a IHS Markit.

Com isso, o preço do animal terminado segue com tendência baixista, embora tenha registrado estabilidade nesta quinta-feira na maioria absoluta das praças pecuárias brasileiras, conforme apuração das consultorias.

Nas praças do interior de São Paulo, após recuar R$ 6/@ nos três primeiros dias desta semana, o valor do boi gordo destinado ao mercado interno (sem recebimento de ágio) não sofreu alteração, se mantendo em R$ 302/@ (preço brutos e a prazo), segundo dados da Scot Consultoria.

“Como as escalas andaram ao longo desta semana, alguns frigoríficos começaram a sair das compras, esfriando os negócios”, relata a Scot, referindo especificamente ao mercado paulista.

Segundo a zootecnista Thayná Drugowick, analista da Scot, as recentes quedas na temperatura intensificaram a saída de lotes de animais terminados a pasto, contribuindo para o enfraquecimento nos preços da arroba.

Nesta quinta-feira, as indústrias de São Paulo abriram o dia ofertando R$ 4/@ a menos para as compras de novilha gorda, agora negociada a R$ 294/@, no prazo, valor bruto, acrescenta a Scot.

O preço da vaca gorda ficou estável em São Paulo, valendo os mesmos R$ 272/@ do dia anterior, enquanto a cotação do boi gordo destinado ao mercado da China (com até quatro dentes, abatido mais jovem, com idade inferior a 30 meses) gira em torno de R$ 310/@.

Segundo Thayná, desde o início desta semana, considerando a média das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot, a referência para o macho gordo registrou desvalorização acumulada de R$ 4/@ (ou 1,4%).

“Há ofertas de compra ainda abaixo das atuais referências, mas, até agora, com poucos negócios concretizados”, relata a analista.

No Mato Grosso, outro Estado que vem registrando quedas consecutivas nos preços da arroba, a Scot detectou, nesta quinta-feira, novas baixas na região de Cuiabá – o boi gordo e a vaca goda recuaram R$ 2/@, para R$ 283/@ e R$ 272/@, respectivamente, enquanto a cotação da novilha gorda sofreu retração diária de R$ 3/@, atingindo R$ 277/@ (preços brutos e a prazo).

Na avaliação a IHS Markit, as indústrias frigoríficas devem permanecer fora do mercado até, pelo menos, o meio da próxima semana, quando ocorre a virada do mês – teoricamente, o período de maior demanda interna pela carne bovina, estimulada pelos pagamentos dos salários aos trabalhadores.

Segundo a IHS, mesmo longe dos balcões de negócios, as escalas de abate das indústrias seguem alongadas, o que reforça o movimento de baixa da arroba.

Para os próximos dias, prevê Thayná Drugowick, novas quedas no mercado do boi gordo não estão descartadas.

Segundo ela, o mercado deve ficar atento em relação aos movimentos, por parte da China, de paralisações temporárias de plantas frigoríficas exportadoras, situação que pode intensificar a oferta de animais (que seriam embarcados ao mercado chinês) ao mercado interno, contribuindo ainda mais pela a pressão de baixa nas cotações da arroba.

No mercado atacadista, os estoques excedentes nos entrepostos de distribuição começam a pressionar os preços da carne bovina.

A fraca demanda de proteína, fragilizada pela inflação e pela perda de competitividade frente a outras carnes (suínos e aves), tende a manter os preços dos cortes bovinos oscilando em tendência baixista, prevê a IHS.

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Segundo a consultoria, as quedas recentes nos preços dos principais cortes bovinos, além dos problemas comerciais envolvendo o mercado da China, ajudam a explicar a posição de cautela dos frigoríficos brasileiros nas compras de boiada gorda.

“A estratégia é evitar formação de estoques da carne nas câmaras frias”, afirma a IHS, acrescentando que, no lado de dentro das porteiras, muitos pecuaristas também seguem atentos aos conflitos comerciais gerados pelas suspensões de planas brasileiras.

Cotações máximas de machos e fêmeas desta quinta-feira, 26 de maio
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 260/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 282/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 262/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 262/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 275/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 275/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 275/@ (prazo)
vaca R$ 265/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 275/@ (prazo)
vaca a R$ 265/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 255/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 260/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 260/@ (à vista)
vaca a R$ 250/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 260/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 272/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 275/@ (prazo)
vaca a R$ 260/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 260/@ (à vista)
vaca a R$ 250/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 272@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

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