Com os embarques para a China praticamente paralisados devido à falta de plantas elegíveis, as exportações de carne bovina dos Estados Unidos totalizaram 89.579 toneladas em julho/25, queda de 19% em relação ao mesmo mês de 2024 e o menor volume em cinco anos, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Agricultura (USDA) e compilados pela Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF, na sigla em inglês).
Em receita, os embarques da proteína norte-americana recuaram 17% em julho/25, para US$ 752,5 milhões, o menor valor desde janeiro de 2023.
No acumulado de janeiro a julho de 2025, as exportações de carne bovina dos EUA atingiram 691.800 toneladas, com queda de 8% sobre o volume de igual intervalo do ano passado.
Em faturamento, os embarques nos primeiros sete meses do ano sofreram recuo anual de 7,5%, para US$ 5,67 bilhões.
Neste momento, a China aplica uma tarifa sobre a carne bovina norte-americana de 32%. Embora isso represente uma desvantagem significativa, diz a USMEF, a barreira comercial mais limitante é a falta de frigoríficos de carne bovina qualificados para exportar para a China.
Segundo a entidade, a queda em julho deveu-se, em grande parte, à insistência do governo chinês em não renovar os registros de exportação da maioria das plantas de carne bovina dos EUA (grande parte deles venceu em março/25). A China também suspendeu a habilitação de 11 frigoríficos de carne bovina dos EUA desde junho/25.
“Infelizmente, o impasse a China se arrasta e deixou a carne bovina americana praticamente excluída do mercado depois que os exportadores esgotaram seus estoques elegíveis”, ressaltou o CEO da USMEF, Dan Halstrom.
Ele acrescentou: “A demanda em outros lugares permaneceu bastante resiliente, mesmo diante dos preços mais altos, mas restaurar o acesso à China é uma prioridade urgente”.
No entanto, segundo Halstrom, em julho/25, as exportações tiveram um ótimo desempenho na Coreia do Sul, o principal mercado comprador da carne bovina norte-americana, bem como no Caribe, América Central, Chile, Filipinas e África.




