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Carne bovina: EUA estuda aumentar a cota de importação da Argentina para 80 mil t/ano

Secretária norte-americana, Brooke Rollins, é criticada ao mencionar risco de aftosa em rebanho da Argentina: “A senhora está mal informada”, diz líder da Sociedade Rural Argentina, Nicolás Pino
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O presidente dos EUA, Donald Trump, está considerando aumentar a cota de importação de carne bovina argentina (desossada, fresca, refrigerada ou congelada) das atuais 20.000 toneladas por ano para 80.000 toneladas, informaram nesta quinta-feira (22/10) as redes de notícias internacionais, com base em declarações vindas da Casa Branca.

Em meio à sua busca para reduzir os preços da carne, Trump “está quadruplicando a cota tarifária sobre a carne bovina argentina, elevando-a para 80.000 toneladas métricas (88.185 toneladas) por ano”, disse um funcionário da Casa Branca à Bloomberg.

Na quarta-feira (21/1), o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou uma nova iniciativa para expandir o rebanho bovino doméstico e apoiar os pecuaristas norte-americanos, após Trump afirmar na última sexta-feira que estava trabalhando para reduzir o preço da carne bovina no país.

O pacote, publicado no site do USDA, inclui medidas para facilitar o pastoreio de gado em terras federais, aumentar os subsídios de seguros e reduzir os custos para pequenos processadores.

Riscos de aftosa preocupam autoridades dos EUA

Segundo lembra a reportagem do Clarín, a medida anunciada pela Casa Branca ocorre em um momento em que o governo Trump enfrenta críticas de grupos pecuaristas nacionais sobre um plano de importar mais carne bovina da Argentina, agravado por preocupações generalizadas com a febre aftosa, uma questão com a qual a Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, havia expressado descontentamento.

Rollins mencionou a preocupação dos EUA “com a doença que circula entre os animais na Argentina”, o que levaria a uma maior cautela na importação de carne bovina. 

“A senhora está mal informada”

Tais declarações de Brooke Rollins irritaram o setor pecuário argentino, repercutiu o Clarín. O presidente da Sociedade Rural Argentina, Nicolás Pino, respondeu: “A senhora está mal informada; o último surto de febre aftosa na Argentina data de fevereiro de 2006”.

A reportagem do Clarín acrescenta: “Deveríamos dizer à senhora que, felizmente, não temos tido problemas com esta doença que causa tantos danos ao gado na Argentina há mais de 20 ou 30 anos. A verdade é que, se ela não existe, é porque trabalhamos bem, conscientemente. Então, vamos acreditar que foi um comentário, que foi um erro”, insistiu o chefe da SRA.

VEJA TAMBÉM | No acumulado de jan-set/25, exportações de carne bovina da Argentina crescem 25%

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