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Carne bovina: alta competitividade da arroba brasileira no exterior explica, em parte, recordes nas exportações

Nos últimos 12 meses, boi gordo no Brasil subiu apenas 8,6%, enquanto os preços na UE e Austrália registraram aumentos expressivos de 53,1% e 44,1%, respectivamente, informa Agrifatto
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A expansão das exportações brasileiras de carne bovina ao longo de 2025 deve-se, em grande parte, aos preços competitivos frente aos principais atores mundiais. 

Segundo dados levantados pela Agrifatto, enquanto concorrentes como União Europeia e Austrália registraram aumentos expressivos de 53,1% e 44,1% no preço do boi gordo nos últimos 12 meses, respectivamente, o Brasil apresentou variação de apenas 8,6% no mesmo intervalo de comparação (veja dados abaixo). 

“Essa diferença de ritmo de valorização em relação aos principais players permitiu que a carne bovina brasileira mantivesse forte presença nos mercados internacionais, combinando custo competitivo com oferta consistente”, observam os analistas da Agrifatto

Desde 2023, relata a consultoria, o valor da arroba brasileira tem se mantido abaixo do preço médio ponderado das principais origens exportadoras, ampliando a atratividade do produto brasileiro. 

“Essa posição de destaque reflete não apenas o câmbio e os custos de produção, mas a eficiência do sistema produtivo, a diversificação dos destinos e a rápida capacidade de resposta da cadeia às demandas externas”, analisa a Agrifatto.

Variação de preço do boi gordo em 12 meses

*Brasil: 8,6%

EUA: 11,2%

Nova Zelândia: 15,2%

Paraguai: 22,4%

Chile: 24,8%

Argentina: 25,8%

Uruguai: 26,9%

Colômbia: 33,5%

Austrália: 44,1%

União Europeia: 53,1%

*Referência São Paulo

(Fonte: Faxcarne; Cepea; Agrifatto)

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