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Boi gordo: semana difícil para os pecuaristas, afetados pelos lotes de confinamento e demanda interna fraca

Nesta sexta-feira (12/9), porém, preços da arroba registraram estabilidade nas principais praças brasileiras, conforme apuração da Scot Consultoria e da Agrifatto
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A oferta de boiadas gordas voltou a aparecer nas regiões pecuárias brasileiras ao longo desta semana, abrindo espaço para escalas de abate mais longas entre os frigoríficos, relata o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria.

Paralelamente, continua ele, a demanda interna de carne bovina durante as primeiras semanas de setembro/25, sazonalmente o período de maior poder aquisitivo da população trabalhadora, não avançou como o esperado pelos agentes de mercado.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 12/9 pela Agrifatto; clique AQUI.

Tal conjuntura resultou em quedas nos preços do boi gordo em alguns dias desta semana, mas este movimento não se repetiu nesta sexta-feira (12/9), marcada pela estabilidade nas cotações da arroba nas principais praças pecuárias brasileiras, conforme apuração das consultorias Scot e Agrifatto.

“Em São Paulo, após flertar no início do mês com os R$ 320/@ para o “boi China”, os negócios hoje chegam, no máximo, a R$ 315/@”, informa Fabbri.

O boi gordo “comum”, por sua vez, é vendido por R$ 312/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 285/@ e R$ 300/@, respectivamente, acrescenta a Scot. 

Segundo dados apurados pela Agrifatto, o frigoríficos brasileiros operam hoje com escalas confortáveis de dez dias de abate, respaldados por contratos a termo e animais terminados em confinamentos próprios, o que reduz a pressão por compras imediatas no mercado spot e limita o espaço para negociações dos produtores. 

Na avaliação de Fabbri, a oferta de boiadas deverá seguir confortável aos compradores nos próximos dias, sustentada sobretudo pelos animais terminados nos confinamentos.

No entanto, do lado da demanda, a expectativa é de um um bom desempenho para as exportações ao longo de setembro, mesmo com a manutenção da alta tarifa (acima de 76%) norte-americana à carne bovina brasileira.

Em julho/25, os embarques brasileiros de carne bovina in natura atingiram recorde mensal histórico, com 276,9 mil toneladas enviadas ao exterior. 

Em agosto/25, as vendas externas da proteína fresca, congelada e resfriada totalizaram 268,5 mil toneladas, dessa vez um recorde histórico para o oitavo mês do ano.

Na parcial de setembro/25, o volume exportado foi 78,3 mil toneladas, ou 15,6 mil toneladas/dia, crescimento de 30,8% em relação ao dado registrado em setembro de 2024.

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Por sua vez, no mercado doméstico, a competitividade da carne bovina frente ao frango e ao ovo, principalmente, travou o consumo de proteína vermelha – mesmo com a entrada dos salários no início do mês.

Segundo previsão de Fabbri, os fundamentos atuais do mercado “tendem a manter os preços do boi gordo, no mínimo, andando de lado até o fim do mês, com a possibilidade de ajustes, de intensidade moderada, para baixo”

No mercado futuro do boi gordo, após uma leve recuperação na quarta-feira (10/9), os contratos voltaram a operar em terreno negativo na quinta-feira (11/9). O papel com vencimento em outubro/25 foi negociado a R$ 311,05/@, com queda de 0,83% em relação ao dia anterior.

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