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Boi gordo: preços sobem em 24 das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria

Nas regiões paulistas, a referência para os negócios envolvendo machos terminados já se aproxima de R$ 330/@, informam a Agrifatto e IHS Markit
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Nesta quarta-feira (1/12), os preços do boi gordo registraram avanço em 24 das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria.

O período de virada de mês, período de entrada do salários (além do pagamento da primeira parcela do décimo terceiro), pode estimular a procura dos consumidores pela carne bovina, o que pode obrigar a indústria compradora a intensificar ainda mais a busca pela boiada gorda nas regiões brasileiras.

Além disso, a oferta extremamente baixa de animais prontos para abater contribui para o forte e consistente movimento de valorização da arroba em todo o País.

Segundo a Scot Consultoria, na manhã desta quarta-feira (1/12), os compradores de São Paulo estiveram ativos com o objetivo de alongar as escalas de abate.

“A indústria se prepara para as festas de final de ano, na expectativa de melhoria no consumo interno”, ressalta a consultoria.

Na comparação diária, as cotações do boi, vaca e novilha gordos subiram R$ 3/@ nesta quarta-feira.

Assim, a referência de preço está em R$ 320/@ para o boi gordo, R$ 299/@ para vaca gorda e R$ 309/@ para novilha gorda (preços brutos e a prazo), segundo os dados da Scot.

De acordo com a consultoria Agrifatto, o ambiente de disputa entre frigoríficos e pecuaristas vai se acirrando cada vez mais.

“Com as margens pressionadas, as indústrias querem pagar menos. Por outro lado, a oferta escassa ainda dá firmeza para que o mercado vigore em patamar elevado”, reforça a consultoria. Levantamento da Agrifatto apurou que a referência para negócios na praça paulista já se aproxima de R$ 330/@.

Porém, na avaliação dos analistas da Agrifatto, no mercado atacadista de carne bovina, as vendas ainda não evoluíram conforme o esperado e, com isso, “a continuação da alta das semanas anteriores é posta em xeque”.

“No patamar atual, o consumo de proteína bovina apresenta sinais de fraqueza e, com a oferta se mantendo estável, os preços dos cortes bovinos se estagnam”, diz a consultoria.

VEJA TAMBÉM | Arroba do boi gordo pode estar próxima do teto máximo, diz analista da Agrifatto

A consultoria IHS Markit diz que parte das indústrias optou pela cautela nas compras de boiadas gordas.

O objetivo é acompanhar de perto a eventual evolução das vendas de carne bovina na ponta final da cadeia e, assim, avaliar melhor a possibilidade de repasse dos custos gerados pelos altos preços do animal vivo.

Giro pelas praças – Entre as principais regiões pecuárias do Brasil,  a cotação da arroba bovina seguiu com movimento consistente de alta nas localidades do Centro-Sul, em razão do descompasso entre oferta e demanda, informa a IHS.

“A baixa oferta de animais é efeito da menor disponibilidade de lotes confinados, mas também pela retenção por parte de alguns pecuaristas, que aguardam melhores oportunidades para negociar”, observa a IHS.

No geral, aos frigoríficos que atuam na região Centro-Sul apresentam escala de abate média de 4 dias úteis e, sendo assim, as indústrias precisam pagar valores maiores para conseguir preencher e estender as suas programações de abate, avalia a IHS.

Segundo a  consultoria, as cotações máximas do boi gordo já estão na casa de R$ 330/@ (valor bruto) nas praças do interior paulista e também no Triângulo Mineiro.

No Centro-Oeste, os preços da arroba também voltaram a subir nesta quarta-feira.

No Mato Grosso do Sul, a arroba chega a valer R$ 320/@.

Em Goiás, os negócios com boiadas gordas saem por até R$ 325/@, informa a IHS.

No Mato Grosso, além da maior demanda dos compradores locais, agentes de São Paulo entraram comprando, dando suporte aos preços do boi gordo. Em Cuiabá, a arroba se aproxima dos R$ 310.

Na região Sul, os preços do boi gordo reagiram no Paraná e no Rio Grande do Sul, em função da necessidade de atender contratos de exportação, além da baixa oferta de animais gordos.

Nas praças pecuárias das regiões Norte e Nordeste, o mercado opera com preços estáveis. As máximas locais estão em torno de R$ 300/@ para desconto do Funrural, com raras exceções de negócios acima desse patamar.

Nessas duas regiões, as escalas de abate apresentam a média de 6 dias úteis e boa parte das indústrias locais optaram por se manter ausente das compras para avaliar o fluxo das vendas da carne bovina nos próximos dias.

VEJA TAMBÉM | Diferencial de base MT-SP da cotação da arroba registra menor patamar da história no acumulado do ano

Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram variações mistas na sessão de terça-feira.

“A menor oferta de animais e o maior consumo esperado para etapa final do ano já foram precificados”, avalia a IHS Markit.

Agentes passam a aguardar maiores novidades com relação ao segmento des exportação de carne bovina. Novos surtos da pandemia da Covid-19 traz maior cautela com relação aos aspectos econômicos, observa a IHS.

No atacado, entre os principais cortes bovinos, o corte de dianteiro registrou queda nesta quarta-feira, ao passo que os demais permaneceram estáveis, informa a IHS.

Embora a disponibilidade de mercadoria continue ajustada, a queda no corte de dianteiro reflete os baixos preços da carne de frango, o principal concorrente da carne bovina.

No curtíssimo prazo, as expectativas se voltam para o próximo final de semana, quando o consumo de carne bovina tende a reagir, enfatiza a IHS.

Cotações máximas desta quarta-feira, 1 de dezembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 310/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 292/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 294/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 303/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 296/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca R$ 302/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 296/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 294/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 321/@ (à vista)
vaca a R$ 306/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 321/@ (à vista)
vaca a R$ 306/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 2896/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 291/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)

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