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Boi gordo: praças pecuárias registram altas nas cotações, embora movimento ainda seja tímido, apontam analistas

Em São Paulo, valor do animal terminado subiu R$ 1/@ e indicou R$ 263/@, a prazo, segundo a Scot; valorização reflete o esgotamento das ofertas de boiadas de confinamento e a redução nas escalas de abate
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Pela primeira vez depois de muito tempo, o valor da arroba paulista subiu nesta quinta-feira (4/11), refletindo sobretudo a redução de oferta de boiadas terminadas, informa a Scot Consultoria.

Segundo os analistas da Scot, as escalas de abate dos frigoríficos presentes no Estado de São Paulo estão diminuindo.

Comparadas aos momentos em que atendiam de 8-10 dias há algumas semanas, as programações de abate giram hoje em 5 dias, em média, em São Paulo.

Tal conjuntura forçou os compradores a ofertarem mais pela arroba do boi gordo paulista, que subiu R$ 1/@ nesta quinta-feira, na comparação diária, atingindo R$ 263/@ (preço bruto e a prazo), informa a Scot.

Os preços da vaca e novilha prontas para abater ficaram estáveis, negociadas em R$ 250/@ e R$ 258/@, respectivamente, nas mesmas condições de pagamento.

Na avaliação da consultoria Agrifatto, fatores positivos começaram a aparecer no mercado brasileiro do boi gordo, após um período de grande turbulência, gerada pela insistência da China em manter o embargo à carne bovina brasileira, iniciado em 4 de setembro, após o registro de dois casos atípicos de vaca louca no Brasil.

A Agrifatto cita o feriado prolongado de Finados, o recebimento de salários e da primeira parcela do 13º como fatores responsáveis em gerar um equilíbrio maior para o preço da carcaça bovina no atacado.

“Com o balanceamento do mercado atacadista, a pressão sobre o boi gordo deve perder força, ou seja, há perspectiva de que esse movimento de desvalorização esteja muito próximo do final”, observa o economista Yago Travagini, consultor da Agrifatto.

Diante disso, reforça ele, nota-se que, mesmo que a China não volte a comprar carne bovina brasileira nas próximas semanas, “a pressão negativa está perdendo força, com um equilíbrio cada vez mais próximo para a carcaça bovina no atacado paulista”.

“Caso a China retorne (as probabilidades dessa volta parecem estar aumentando), o cenário ganha um padrão mais altista”, relata Travagini.

Na avaliação da Agrifatto, sem a China, o mercado interno ganha ainda mais importância e, historicamente, o mês de novembro costuma trazer um consumo sazonal acima da média.

“Com a economia brasileira voltando cada vez mais a normalidade, e o desemprego reduzindo, poderemos ter uma sustentação de preços do boi gordo advindo da demanda interna”, ressalta Travagini.

Segundo dados apurados pela IHS Markit, nesta quinta-feira, o fluxo de comercialização de boiadas gordas deu sinais de recuperação, embora ainda se nota muita resistência por parte das indústrias frigoríficas em trabalhar com valores muito acima das máximas vigentes.

“A cautela da ponta compradora ainda reside na ausência chinesa das compras de carne bovina brasileira”, avalia a IHS.

No entanto, continua a consultoria, cresce os relatos de que a oferta de animais confinados começa a diminuir em algumas regiões do País, ao mesmo tempo em que o setor enxerga um cenário de recuperação do consumo interno com a chegada das festas de final de ano.

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A queda no número de bovinos abatidos nos últimos dois meses (setembro e outubro) serviu para adequar um pouco melhor a produção de carne à demanda vigente, sobretudo depois da paralisação dos envios da mercadoria à China, observa a IHS.

“Depois desse longo processo, o setor vem sendo amparado pela recuperação do consumo interno, efeito sazonal gerado pela chegada de uma maior entrada de massa salarial típica de final de ano, com o pagamento do 13º salário”, dizem os analistas da IHS, seguindo a mesma análise apontada pelas demais consultorias do setor pecuário.

A abertura total das atividades econômicas no País, após as medidas de isolamento social para contenção do vírus da Covid-19, também traz certo alívio ao setor pecuário, acrescenta a IHS.

Na bolsa B3, as quedas nos preços dos contratos futuros do boi gordo foram ocasionadas por vendas de oportunidade depois das altas acumuladas desde o final de outubro.

No atacado, as vendas de carne bovina registraram maior intensidade, a ponto de permitir altas nos preços dos todos os principais cortes bovinos, informa a IHS.

“Como já destacado, a produção vinha sendo regulada e qualquer sinal de recuperação já seria suficiente para abrir espaço para firmeza dos preços da carne bovina”, diz a IHS.

Cotações máximas desta quinta-feira, 4 de novembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 242/@ (prazo)
vaca a R$ 233/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 233/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 233/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 242/@ (à vista)
vaca a R$ 231/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 243/@ (à vista)
vaca a R$ 233/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca R$ 241/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 271/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 248/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 269/@ (à vista)
vaca a R$ 259/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 248/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 251/@ (à vista)
vaca a R$ 243/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 249/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 238/@ (à vista)

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