Nesta terça-feira, 8 de fevereiro, o ambiente de negócios no mercado brasileiro do boi gordo foi praticamente o mesmo do observado no dia anterior, ou seja, segue ainda em ritmo bastante lento e com preços da arroba estáveis na maior parte das praças pecuárias do País, informa a IHS Markit.
Especialmente nas regiões de São Paulo, porém, os compradores abriram o mercado nesta terça-feira ofertando preços mais baixos pelo macho terminado, segundo apuração da Scot Consultoria.
No comparativo diário, a cotação do boi gordo paulista caiu R$ 2/@, para R$ 335/@ (bruto e a prazo), de acordo com a Scot.
Por sua vez, os preços das fêmeas prontas para abater seguem estabilizados em São Paulo.
A vaca e novilha são negociadas em R$ 303/@ e R$ 325/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.
Já os animais destinados ao mercado externo (abatidos mais jovem, com idade inferior a 30 meses) recebem ágio entre R$ 10/@ e R$ 15/@.
Segundo a IHS, os pecuaristas continuam barganhando melhores condições de preços, ao mesmo tempo em que os frigoríficos brasileiros limitam o ritmo de aquisições de gado.
Neste momento, há uma certa acomodação nos preços da arroba, ressaltam os analistas da IHS.
No Centro-Sul do País, as dificuldades de originar gado, sobretudo com padrão para exportação, já começa a preocupar o setor, relata a consultoria, acrescentando que as escalas de abate para região atendem entre 5 a 7 dias.
“Outro fator que acende sinal de alerta ao setor é o alto custo do confinamento de boiadas para esta temporada, já o valor do milho já ultrapassa os R$ 100/saca no referencial Campinas, e a soja também alcançou patamar acima dos R$ 200/saca no Rio Grande do Sul, o preço mais alto da história”, informa a IHS.
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Neste contexto, continua a consultoria, as exportações de carne bovina devem continuar ditando o ambiente de negócios no mercado brasileiro do boi gordo.
Fevereiro iniciou a temporada de retomada mais acentuada das compras da China de carne bovina brasileira, inclusive no ritmo observado antes do embargo chinês, realizado entre setembro e meados de dezembro do passado.
“As indústrias devem atuar de forma mais agressiva para garantir um volume de estoque suficiente para atender a demanda externa”, prevê a IHS, que não descarta uma nova rodada de aumentos na arroba do boi gordo no curto prazo – pelo menos até a entrada de animais terminados a pasto, que deve ocorrer a partir de março.
Cotações máximas desta terça-feira, 8 de fevereiro, segundo dados da IHS Markit:
SP-Noroeste:
boi a R$ 340/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 292/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 297/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 313/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 296/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca R$ 302/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 279/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 284/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 294/@ (à vista)
vaca a R$ 278/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 307/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 283/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista




