Grande parte das indústrias frigoríficas de São Paulo, que preencheram as suas escalas de abate ao longo da semana, continuaram fora das compras nesta quinta-feira, contribuindo para novas baixas na arroba, segundo apuração da Scot Consultoria.
Com isso, o boi gordo “comum” (destinado ao mercado doméstico paulista) recuou R$ 5/@, para R$ 275/@, enquanto a vaca gorda teve baixa de R$ 2/@, chegando em R$ 252/@ e a novilha sofreu desvalorização de R$ 4/@, fechando o dia cotada em R$ 267/@ (preços brutos e a prazo).
A cotação do “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses) está em R$ 285/@ (preço bruto e a prazo), acrescentou a Scot.
Segundo a S&P Global Commodity Insight, a quinta-feira foi marcada pelo forte embate entre pecuaristas e indústrias frigoríficas.
“As negociações no mercado físico do boi gordo seguem truncadas, pois os frigoríficos continuam pressionando os preços da arroba, enquanto os pecuaristas resistem em efetivar novas vendas pelos patamares oferecidos”, reforça a consultoria.
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Na avaliação da consultoria, o fraco consumo doméstico de carne bovina e o ritmo lento dos embarques externos contribuem para o ritmo de cautela dos compradores de gado gordo.
Apesar das escalas de abate ainda não registrarem incrementos significativos, relata a S&P Global, há relatos de composição das operações efetuadas com animais adquiridos de contratos de boi a termo, bem como de confinamentos próprios, reduzindo a necessidade de compras no mercado aberto.
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Nesse sentido, as indústrias que ainda atuam no mercado para fechar suas escalas conseguem efetivar negócios em preços abaixo dos referenciais, ressalta a consultoria.
O “fator-câmbio” (desvalorização do dólar frente ao real – atualmente abaixo de R$ 5, mais precisamente em R$ 4,92) contribui para tornar mais nebuloso o atual ambiente de negócios. “Operações que atendem ao mercado externo observam com olhar atento os impactos da taxa de câmbio atual nas exportações brasileiras”, afirma os analistas.
De acordo com a S&P Global, alguns frigoríficos exportadores relatam que os seus contratos de vendas já se encontram sob grande pressão e a atual cotação do dólar deve prejudicar ainda mais o faturamento do setor.
“Deve-se ressaltar que, em 2023, as expectativas são de que as exportações brasileiras de carne bovina irão atuar como um fator de suporte aos preços do boi gordo no mercado interno, já que o consumo doméstico segue apático”, observam os analistas.
Pelo lado da produção, dizem os especialistas, os pecuaristas relatam que preços abaixo dos patamares atuais não remuneram a atividade, pois os custos de produção de um animal terminado demandam investimentos mais altos.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quinta-feira, 13/4
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 249/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 254/@ (à vista)
vaca a R$ 229/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 221/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca R$ 236/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 273/@ (à vista)
vaca a R$ 243/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 240/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 227/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 217/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 251/@ (à vista)
vaca a R$ 212/@ (à vista)




