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Boi gordo: especulação de baixa se mantém no mercado brasileiro

Nesta quinta-feira, a cotação da novilha pronta para abater registrou forte recuo diário de R$ 7/@ em São Paulo, alcançando o patamar de R$ 262/@, informa a Scot Consultoria
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A fraca presença das indústrias frigoríficas no mercado brasileiro do boi gordo e o aumento de oferta de animais oriundos de confinamentos continuam fortalecendo a especulação baixista em torno dos preços da arroba em grande parte das praças pecuárias, informam nesta quinta-feira (28/10) as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

O conflito comercial com a China segue sem definição, o que coloca os frigoríficos em posição de extrema cautela.

Por sua vez, muitos pecuaristas que estão com animais no cocho são cada vez mais forçados a vender os seus lotes a preços mais baixos para fugir dos altos custos dos insumos da nutrição, sobretudo o milho.

Segundo dados da Scot Consultoria, nesta quinta-feira, o preço do boi gordo teve recuo diário de R$ 1/@ nas regiões de São Paulo, atingindo R$ 262/@ (valor bruto e a prazo).

Porém, informa a Scot, o destaque do dia ficou para a novilha gorda, cuja cotação despencou R$ 7/@ na comparação com o valor de quarta-feira, chegando no mesmo patamar do boi gordo, ou seja, em R$ 262/@.

Ainda na praça de São Paulo, a cotação da vaca gorda caiu R$ 3/@, para R$ 252/@, segundo a Scot.

“As quedas nos preços internos da carne bovina brasileira e os elevados estoques da proteína (em razão da continuidade do embargo aos embarques à China) mantêm grande parte das unidades de abate afastadas das compras de gado”, ressalta a IHS Markit, acrescentando que muitos frigoríficos dispõem de câmaras frias lotadas de mercadorias.

Segundo Hyberville Neto, analista da Scot Consultoria, a redução dos abates no País afetou o equilíbrio entre a oferta de cortes do traseiros e do dianteiros no mercado doméstico.

“Como há menos demanda por dianteiros para exportação e os abates seguem lentos, a produção de traseiros também diminuiu, gerando cenários distintos para os grupos de cortes, com altas relevantes para alguns cortes de traseiro, mas recuos para os de dianteiro”, observa Neto.

Giro pelas praças – Entre as principais praças pecuárias do Brasil, os preços do boi gordo e das fêmeas prontas para abater voltaram a ceder na maioria das regiões, sobretudo naquelas com maior representatividade de vendas de carne ao mercado chinês, informa a IHS.

Nas praças de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, a pressão baixista segue intensa, com relatos de compras de boiadas gordas a valores abaixo das máximas vigentes.

Na região Norte, a liquidez é baixa e os preços também seguem em queda.

A exceção fica para a região Sul do Brasil, onde os preços do boi gordo estão mais firmes, relata a IHS.

“As indústrias exportadoras do Sul do País dispõem de agentes compradores do Oriente Médio e outros países do leste asiático, que seguem com demanda forte”, justifica a IHS.

Na bolsa B3, os vencimentos mais curtos, referentes ao ano de 2021, voltaram a registrar baixas na última quinta-feira (28/10).

Cotações máximas desta quinta-feira, 28 de outubro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 253/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 253/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 241/@ (à vista)
vaca a R$ 233/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca R$ 241/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 281/@ (à vista)
vaca a R$ 238/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 269/@ (à vista)
vaca a R$ 259/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 288/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 288@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 253/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 254/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 253/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 254/@ (à vista)
vaca a R$ 248/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 251/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

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