A pressão baixista instaurada no mercado físico do boi gordo não parece ter encontrado um piso de suporte para ancorar os preços da arroba bovina, informa a S&P Global Commodity Insights.
“A atual disponibilidade de animais terminados frente ao desinteresse de compra por parte dos frigoríficos continua fomentando rodadas consecutivas de recuo nos preços do boi gordo”, acrescenta a consultoria.
Segundo a S&P Global, o mercado do boi gordo não encontra fundamentos concretos para estabelecer um piso mínimo de suporte às cotações da arroba.
“Tanto no mercado físico quanto no futuro, os preços do boi permanecem refletindo a fraca demanda dos frigoríficos, gerando impactos negativos nas margens operacionais dos pecuaristas e fomentando a manutenção da instabilidade no mercado”, ressaltam os analistas.
Nesta quinta-feira, 24 de agosto, recuos foram observados na maior parte das praças pecuárias monitoradas pela S&P Global, com destaque para o preço da arroba paulista.
“Há relatos de indústrias que já possuem operações escaladas para a terceira semana de setembro, retirando integralmente a necessidade em efetivar compras no mercado spot”, informa a S&P Global.
Segundo a consultoria, há grande dificuldade em dar maior vazão aos estoques dos cortes bovinos destinados ao mercado doméstico.
Com isso, continua a consultoria, regiões onde a maior parte das indústrias atendem exclusivamente ao mercado doméstico enfrentam grandes dificuldades operacionais, prejudicadas pelos estoques elevados de carne bovina.
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Pelo lado da produção, observa a S&P Global, os pecuaristas seguem pressionados em manter liquidação de suas ofertas atuais diante de um cenário de preços enfraquecidos e maiores riscos da rentabilidade operacional com a manutenção das atuais condições.
Pelos dados apurados pela Scot consultoria, neste momento, em São Paulo, o boi está sendo negociado em R$ 205/@, a vaca em R$ 190/@ e a novilha em R$ 202/@ (preços brutos e a prazo).
O “boi-China” paulista (destinado ao abate com idade até 30 meses) está sendo negociado em R$ 210/@, bruto, no prazo – um ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”.
Cotações máximas de machos e fêmeas na quinta-feira, 24/8
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 207/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 209/@ (prazo)
vaca a R$ 189/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 189/@ (prazo)
vaca a R$ 172/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 187/@ (à vista)
vaca a R$ 172/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 187/@ (à vista)
vaca a R$ 170/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 190/@ (prazo)
vaca R$ 180/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 195/@ (prazo)
vaca a R$ 180/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 207/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca a R$ 182/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 192/@ (prazo)
vaca a R$ 182/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 192/@ (à vista)
vaca a R$ 182/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 225/@ (à vista)
vaca a R$ 204/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 197/@ (prazo)
vaca a R$ 177/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 194/@ (prazo)
vaca a R$ 179/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 204/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 187/@ (prazo)
vaca a R$ 172/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 185/@ (à vista)
vaca a R$ 165/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 182/@ (à vista)
vaca a R$ 165/@ (à vista)




