A quarta-feira (23/2) foi marcada pela estabilidade nos preços do boi gordo na maioria das praças pesquisadas pelas consultorias do setor pecuário.
“Nesta altura de fevereiro, dificilmente os preços da arroba devem apresentar variações significativas, já que tanto as indústrias que operam com mais força no mercado doméstico, como aquelas que exportam a carne bovina, possuem escalas de abate programadas até a virada do mês”, afirmam os analistas da IHS.
Em relação ao fechamento desta quarta-feira, das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, 29 delas não tiveram alteração em nenhuma das três categorias de bovinos terminados.
Ocorreram quedas pontuais no dia de hoje, mas precisamente no Triângulo Mineiro, na região de Três Lagoas (no Mato Grosso do Sul) e no Sul da Bahia, informa a Scot.
Nas praças do interior de São Paulo, as escalas de abate atendem mais de sete dias. “Com isso, alguns compradores paulistas estão fora das compras”, reforça a Scot.
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Assim, o boi, vaca e novilha gordos seguem cotados em R$ 338/@, R$ 303/@ e R$ 330/@, respectivamente, preços brutos e a prazo, acrescenta a Scot.
De acordo com a IHS, as atenções do mercado agora se voltam para março.
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A consultoria observa grandes embates que deverão ocorrer nas semanas vindouras entre os diversos elos da cadeia, desde os pecuaristas versus indústria de processamento, até nos setores da distribuição e varejo.
“A toada para março deve apresentar condições adversas para a formação nos preços da arroba bovina, ao passo em que o panorama possui pressões de ambas as pontas”, enfatiza a IHS.
No lado da oferta, as regiões pecuárias brasileiras possuem condições extremas.
A região Norte do País se encontra com uma disponibilidade adequada de animais para atender sem maiores complicações a demanda vigente.
Por sua vez, a região Centro-Sul apresenta oferta restrita de gados disponíveis para abate, sobretudo aqueles que atendem aos requisitos para o mercado externo.
Com isso, as indústrias da região Centro-Sul, notadamente frigoríficos paulistas, se deslocam para regiões mais extremas do Brasil para conseguir originar gado suficiente a atender as suas escalas de abate e contratos de exportação.
Cotações máximas de quarta-feira, 23 de fevereiro, segundo dados da IHS Markit:
SP-Noroeste:
boi a R$ 345/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 292/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 297/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 307/@ (à vista)
vaca a R$ 295/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca R$ 295/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 317/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 282/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 282/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 289/@ (prazo)
vaca a R$ 282/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 287/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 294/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 307/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 283/@ (à vista)
vaca a R$ 264/@ (à vista)




