Aos poucos, os frigoríficos brasileiros vão tendo sucesso na estratégia de enfraquecer o movimento de alta registrado algumas semanas atrás no mercado do boi gordo.
“Ainda que os preços da arroba no mercado físico não tenham recuado fortemente, as indústrias têm conseguido preencher as suas escalas e, assim, reduzem os valores oferecidos no balcão”, observa a consultoria Agrifatto.
Segundo apurou a S&P Global Commodity Insights, a quarta-feira (25/10) foi marcada pelo fraco volume de negócios no mercado físico do boi gordo, com pouca indicação de preços para a arroba.
“Diante da baixa procura por animais terminados, registrou-se recuos nas cotações da arroba em virtude da menor necessidade de compra por parte das indústrias”, ressalta a S&P Global.
De acordo com a consultoria, os frigoríficos de maior porte já conseguiram estender as suas programações de abate para a semana do dia 6 de novembro e, com isso, se ausentaram das compras.
“Ao mesmo tempo, há unidades frigorificas que operam com oferta própria de animais, além de operações envolvendo contratos em boiteis e com grandes confinamentos, o que também ajudou no preenchimento das escalas de abate”, observa a S&P Global, que completa:
“As escalas de abate dos frigoríficos brasileiros rondam em torno de oito dias, porém o feriado prolongado na próxima quinta-feira (2/11) abre uma folga nas operações de abate (com a paralisação das atividades no dia de Finados)”.
Segundo a S&P Global, as indústrias de médio e pequeno portes se beneficiam deste ambiente de baixa liquidez para ofertar cotações inferiores aos patamares vigentes.
“Houve efetivação de novos negócios abaixo dos pisos nas praças de Goiás e de São Paulo”, informa a consultoria, acrescentando: “Animais de confinamento são negociados de modo a mitigar maiores riscos, evitando custos mais altos”.
No entanto, diz a S&P Global, há um volume enxuto de oferta de animais terminados, o que resulta em estabilidade nas cotações da arroba nas regiões do Centro-Norte do País, mesmo diante de uma demanda mais contida por parte das indústrias locais.
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Pelos dados levantados pela Scot Consultoria, nas praças de São Paulo, os preços do boi gordo e da novilha gordas seguem estáveis, enquanto a cotação da vaca gorda teve aumento de R$ 3/@ nesta quarta-feira.
Com isso, a arroba do boi destinado ao mercado interno (sem prêmio-exportação) está sendo negociada em R$ 235, a da vaca gorda em R$ 218 e da novilha gorda em R$ 227 (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot.
O “boi-China” (com padrão-exportação – abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) é vendido por R$ 240/@ no mercado paulista, valor bruto, no prazo, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quarta-feira, 25/10
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 231/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 227/@ (à vista)
vaca a R$ 205/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 229/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 202/@ (prazo)
vaca a R$ 189/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 202/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 197/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca R$ 207/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 207/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 227/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 200/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 223/@ (à vista)
vaca a R$ 195/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 197/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 209/@ (prazo)
vaca a R$ 199/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 212/@ (à vista)
vaca a R$ 197/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 215/@ (à vista)
vaca a R$ 200/@ (à vista)




