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Queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos paralisa mercado brasileiro do boi gordo

Com dificuldades em escoar a produção, indústrias reduzem oferta de compras e elevam pressão de baixa, enquanto os pecuaristas seguram a boiada, à espera de preços melhores
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O mercado interno brasileiro de carne bovina segue com grandes dificuldades em absorver os estoques atuais, um reflexo do baixo poder aquisitivo da população – sobretudo período final de mês, marcado pelo maior distanciamento do pagamento dos salários.

Diante de tal cenário, as negociações envolvendo boiadas gordas seguem a conta-gotas, resultando na estabilidade nos preços da arroba nas principais praças brasileiras.

“Com o escoamento da carne desacelerado, por conta do final do mês e das escalas confortáveis, boa parte dos compradores estão fora das compras”, reforça a Scot Consultoria.

Nas praças paulistas, segundo a Scot, o boi “comum” (direcionado ao mercado interno) segue valendo R$ 235/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 215/@ e R$ 227/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

O “boi-China” (com padrão exportação, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está cotado em R$ 240/@ no Estado de São Paulo (bruto, no prazo – um ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”.

“Há cerca de uma semana, o mercado brasileiro do boi gordo permanece em ritmo lento diante do fraco apetite comprador dos frigoríficos”, enfatiza a S&P Global Commodity Insights.

De acordo com apuração das consultorias do setor, muitos pecuaristas brasileiros seguem resistentes ao movimento de pressão imposto pelas indústrias, não aceitando ofertas de compras em patamares inferiores.

Por outro lado, os frigoríficos brasileiros trabalham com escalas de abate minimamente acomodadas, perfazendo um período de oito dias (média nacional).

“O mercado físico do boi gordo têm sentido a queda de braço entre frigoríficos e pecuaristas”, relata a consultoria Agrifatto.

A lateralidade nos preços da arroba também é verificada no mercado futuro – os vencimentos para os próximos meses giram em torno de R$ 240/@ na B3, seguindo em linha com o mercado físico.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta terça-feira, 24/10

(Fonte: S&P Global)

SP-Noroeste:

boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 227/@ (à vista)
vaca a R$ 210/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 229/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 202/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 202/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 197/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca R$ 187/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 227/@ (prazo)
vaca a R$ 212/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 207/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 227/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 200/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 223/@ (à vista)
vaca a R$ 184/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 209/@ (prazo)
vaca a R$ 199/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

RO-Cacoal:

boi a R$ 212/@ (à vista)
vaca a R$ 197/@ (à vista)

MA-Açailândia:

boi a R$ 215/@ (à vista)
vaca a R$ 200/@ (à vista)

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