A Associação Argentina de Angus apresentou oficialmente o programa Terneiras Angus Certificadas (TAC), uma nova ferramenta voltada a produtores (associados ou não) que buscam fortalecer a base produtiva da raça a partir da seleção e certificação de matrizes desde a origem, informa reportagem do jornal Clarín.
A proposta, diz o texto, permite selecionar as melhores terneiras da produção, tanto para reposição quanto para comercialização, com o respaldo da marca Angus e sob um sistema ágil e tecnicamente supervisionado.
“Com as Terneiras Angus Certificadas, estamos dando mais um passo no fortalecimento da base produtiva da raça”, afirma o presidente da Associação Argentina de Angus, Amadeo Derito, completando: “A reposição é uma decisão-chave em qualquer sistema pecuário, e oferecer uma ferramenta que organize, garanta qualidade e agregue respaldo institucional é uma forma concreta de agregar valor desde o primeiro elo da cadeia”.
Segundo o texto do Clarín, a implementação da iniciativa, oficialmente lançada agora, mas com início operacional em junho de 2025, responde à crescente demanda por matrizes com garantia de origem e critérios objetivos de avaliação, em um contexto em que eficiência produtiva e previsibilidade comercial são cada vez mais determinantes.
“Queremos que mais produtores tenham acesso aos benefícios de trabalhar sob padrões Angus, inclusive aqueles que ainda não são associados. Essa certificação gera confiança no mercado, melhora a transparência das operações e contribui para consolidar o posicionamento da raça em todo o país”, ressalta Derito.
Federico Vizzolini, coordenador de Registros e diretor da associação, explicou que o programa veio preencher um elo faltante dentro da estrutura da entidade, que já conta com cinco projetos para fêmeas e um para machos.
“Este é o primeiro elo da cadeia de todos os programas; assim, já começamos a qualificar os rebanhos desde a terneira”, destaca ele.
Segundo a reportagem, atualmente, o sistema conta com 15 inspetores distribuídos em todo a Argentina e se caracteriza por um alto nível de exigência na seleção, inclusive superior ao de categorias com várias gerações de controle, onde já existe maior pureza genética. “Se não tiver as características próprias da raça Angus, não é certificada”, esclarece Vizzolini.
Nesse sentido, o programa estabelece uma série de requisitos: a avaliação é realizada na propriedade de origem; as terneiras devem estar desmamadas; a quantidade mínima é de um lote; não é necessário tatuagem; a identificação será feita por marca na perna traseira direita aplicada pelo inspetor; e, uma vez aprovadas, poderão ser recategorizadas como MAS (Matrizes Angus Selecionadas), com acesso a tarifa diferenciada.
3.000 mil cabeças já foram incorporadas ao projeto
Desde junho passado foram incorporadas 3.000 cabeças ao programa, com taxa de aprovação de 65%, informa o Clarín.
Segundo Vizzolini, em propriedades com menor nível de seleção prévia, a aprovação girou em torno de 50%, enquanto em rebanhos com maior trabalho genético, os índices chegaram a 70% a 80%, evidenciando o impacto do manejo individual de cada produtor.
Para 2026, a expectativa é alcançar pelo menos 6.000 cabeças classificadas dentro do programa, prevê o coordenador.
Entre os benefícios, Vizzolini destacou a possibilidade de obter um prêmio no valor de venda. Segundo ele, na fase inicial foram registrados aumentos entre 15% e 20% em alguns leilões.
Além disso, destaca a reportagem do Clarín, o programa permite melhorar a base produtiva dos rebanhos. “Ao trabalhar com terneiras classificadas, o produtor pode melhorar seu próprio sistema. Passa-se de desmamas de 170 kg para 200–220 kg, e não apenas a terneira certificada se valoriza, mas toda a produção”, explica Vizzolini.
Do ponto de vista do comprador, o diferencial também é relevante: “Quem adquire um lote certificado paga mais, mas acessa um rebanho com alta previsibilidade”, garante ele
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