A piora no escoamento doméstico de carne bovina e o comportamento mais cauteloso dos compradores resultaram em recuo nos preços do boi gordo nas praças paulistas, informa a Scot Consultoria.
Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 23/4 pela Agrifatto: clique AQUI.
As cotações do boi gordo “comum”, do “boi-China”, da vaca gorda e a da novilha gorda caíram R$ 2/@ nesta quarta-feira (23/4), para R$ 328/@, R$ 333/@, R$ 288/@ e R$ 308/@, respectivamente, relata a Scot (todos os preços são brutos e com prazo).
Segundo apuração da Agrifatto, nesta quarta-feira, das 17 praças acompanhadas diariamente pela consultoria, 5 registraram desvalorização (SP, GO, MG, MS e PR); as demais permaneceram com os preços inalterados.
“É importante destacar que o fraco desempenho das vendas de carne bovina no mercado interno durante a semana da Páscoa e a paralisação temporária dos negócios com os EUA em função das novas tarifas, além da postura da China em não sustentar os preços elevados das negociações anteriores, contribuíram para um ambiente de maior pressão”, dizem os analistas da Agrifatto, referindo-se à mudança de tendência no mercado de boi.
Na avaliação da consultoria, tal cenário se intensificou com a redução das chuvas em algumas regiões pecuárias neste final da safra de “boiadas de capim”, período marcado pelo aumento da oferta de animais prontos para abate.
“Diante disso, é provável que os frigoríficos adotem uma postura mais agressiva na tentativa de reduzir o valor pago pela arroba do boi gordo”, ressaltam os analistas da Agrifatto.
De acordo com a Agrifatto, atualmente, além do excesso de mercadoria armazenada nos pontos de distribuição do Estado de São Paulo, há um significativo volume com descarga atrasada – em alguns casos por até dois dias.
“Parte da carne não vendida na semana anterior foi apenas embarcada, sem destinação final definida”, observa a consultoria, acrescentando que aumentaram as devoluções parciais de mercadorias por questões de qualidade e há relatos de devoluções totais por outros fatores, como carne fora do padrão (“carne velha”).
“A falta de demanda para reforço dos estoques no atacado confirma a estagnação do mercado em São Paulo, já que, com o volume atual, os distribuidores têm carne suficiente até, pelo menos, sexta-feira (25/4)”, relata a Agrifatto.
No mercado futuro, todos os contratos do boi gordo negociados na B3 encerraram a terça-feira (22/4) em alta. O vencimento de junho/25, por exemplo, fechou o pregão cotado a R$ 324,95/@, com leve aumento de 0,20% sobre a sessão anterior.




