Com acesso a bebedouros no curral, animais ficam mais calmos e mães menos agitadas durante o manejo de Inseminação Artificial em Tempo Fixo
O bebedouro para bezerros no curral pode ser provisório (feito de bombona) ou definitivo, de alvenaria.
Por Renato Villela
Durante o manejo da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), todas as atenções – e cuidados – estão voltados para as matrizes. Entre a colocação do implante para sincronização do estro e a inseminação propriamente dita, as fêmeas chegam a passar até quatro vezes pelo curral. Nesse vai e vem, os bezerros, meros coadjuvantes do processo, são deixados de lado enquanto esperam suas mães passarem pelo manejo reprodutivo.
O veterinário Ricardo Passos, sócio-proprietário da Cria Fértil, de Goiânia (GO), percebeu, contudo, que essa longa espera pode ser deveras estressante para a cria. Enquanto acompanhava a IATF em uma fazenda do interior do Tocantins, sob sol escaldante, observou que, no momento em que as vacas passavam pelo tronco de contenção para ser inseminadas, suas crias, do lado de fora, protestavam aos berros (literalmente), deixando suas mães inquietas. “Pensei: esses bezerros devem estar com uma sede danada”, relata o veterinário.
De bate e pronto, quase que instintivamente, ele pegou uma banda de tambor de plástico que descansava nas redondezas, colocou no piquete dos bezerros, conectou uma mangueira à torneira do curral e encheu o bebedouro improvisado de água. “Os bezerros se aproximaram e começaram a beber. Em pouco tempo, pararam de berrar”.
A experiência mostrou a Passos a necessidade de se cuidar do bem-estar das crias durante o manejo reprodutivo. Embora não haja pesquisas comprobatórias, ele acredita que essa medida influi indiretamente na melhoria dos índices reprodutivos. “Se os bezerros estão calmos, as mães também ficam mais tranquilas, com mais chances de emprenhar”, diz.
A zootecnista Fernanda Macitelli, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), concorda. “Vacas e bezerros constroem um vínculo materno-filial muito forte e usam diferentes meios de comunicação para mantê-lo”, diz.
Especialista em bem-estar animal, Fernanda explica que, quando os bezerros estão mais calmos, vocalizam menos (comunicação auditiva), se locomovem menos (comunicação visual) e liberam menos substâncias químicas relacionadas ao estresse (comunicação química). “Com isso, a mãe percebe que seu filhote não está em perigo e se estressa menos também”, diz.
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Durante o manejo da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), todas as atenções – e cuidados – estão voltados para as matrizes. Entre a colocação do implante para sincronização do estro e a inseminação propriamente dita, as fêmeas chegam a passar até quatro vezes pelo curral. Nesse vai e vem, os bezerros, meros coadjuvantes do processo, são deixados de lado enquanto esperam suas mães passarem pelo manejo reprodutivo.
O veterinário Ricardo Passos, sócio-proprietário da Cria Fértil, de Goiânia (GO), percebeu, contudo, que essa longa espera pode ser deveras estressante para a cria. Enquanto acompanhava a IATF em uma fazenda do interior do Tocantins, sob sol escaldante, observou que, no momento em que as vacas passavam pelo tronco de contenção para ser inseminadas, suas crias, do lado de fora, protestavam aos berros (literalmente), deixando suas mães inquietas. “Pensei: esses bezerros devem estar com uma sede danada”, relata o veterinário.
De bate e pronto, quase que instintivamente, ele pegou uma banda de tambor de plástico que descansava nas redondezas, colocou no piquete dos bezerros, conectou uma mangueira à torneira do curral e encheu o bebedouro improvisado de água. “Os bezerros se aproximaram e começaram a beber. Em pouco tempo, pararam de berrar”.
A experiência mostrou a Passos a necessidade de se cuidar do bem-estar das crias durante o manejo reprodutivo. Embora não haja pesquisas comprobatórias, ele acredita que essa medida influi indiretamente na melhoria dos índices reprodutivos. “Se os bezerros estão calmos, as mães também ficam mais tranquilas, com mais chances de emprenhar”, diz.
A zootecnista Fernanda Macitelli, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), concorda. “Vacas e bezerros constroem um vínculo materno-filial muito forte e usam diferentes meios de comunicação para mantê-lo”, diz.
Especialista em bem-estar animal, Fernanda explica que, quando os bezerros estão mais calmos, vocalizam menos (comunicação auditiva), se locomovem menos (comunicação visual) e liberam menos substâncias químicas relacionadas ao estresse (comunicação química). “Com isso, a mãe percebe que seu filhote não está em perigo e se estressa menos também”, diz.
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Durante o manejo da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), todas as atenções – e cuidados – estão voltados para as matrizes. Entre a colocação do implante para sincronização do estro e a inseminação propriamente dita, as fêmeas chegam a passar até quatro vezes pelo curral. Nesse vai e vem, os bezerros, meros coadjuvantes do processo, são deixados de lado enquanto esperam suas mães passarem pelo manejo reprodutivo.
O veterinário Ricardo Passos, sócio-proprietário da Cria Fértil, de Goiânia (GO), percebeu, contudo, que essa longa espera pode ser deveras estressante para a cria. Enquanto acompanhava a IATF em uma fazenda do interior do Tocantins, sob sol escaldante, observou que, no momento em que as vacas passavam pelo tronco de contenção para ser inseminadas, suas crias, do lado de fora, protestavam aos berros (literalmente), deixando suas mães inquietas. “Pensei: esses bezerros devem estar com uma sede danada”, relata o veterinário.
De bate e pronto, quase que instintivamente, ele pegou uma banda de tambor de plástico que descansava nas redondezas, colocou no piquete dos bezerros, conectou uma mangueira à torneira do curral e encheu o bebedouro improvisado de água. “Os bezerros se aproximaram e começaram a beber. Em pouco tempo, pararam de berrar”.
A experiência mostrou a Passos a necessidade de se cuidar do bem-estar das crias durante o manejo reprodutivo. Embora não haja pesquisas comprobatórias, ele acredita que essa medida influi indiretamente na melhoria dos índices reprodutivos. “Se os bezerros estão calmos, as mães também ficam mais tranquilas, com mais chances de emprenhar”, diz.
A zootecnista Fernanda Macitelli, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), concorda. “Vacas e bezerros constroem um vínculo materno-filial muito forte e usam diferentes meios de comunicação para mantê-lo”, diz.
Especialista em bem-estar animal, Fernanda explica que, quando os bezerros estão mais calmos, vocalizam menos (comunicação auditiva), se locomovem menos (comunicação visual) e liberam menos substâncias químicas relacionadas ao estresse (comunicação química). “Com isso, a mãe percebe que seu filhote não está em perigo e se estressa menos também”, diz.
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O veterinário Ricardo Passos, sócio-proprietário da Cria Fértil, de Goiânia (GO), percebeu, contudo, que essa longa espera pode ser deveras estressante para a cria. Enquanto acompanhava a IATF em uma fazenda do interior do Tocantins, sob sol escaldante, observou que, no momento em que as vacas passavam pelo tronco de contenção para ser inseminadas, suas crias, do lado de fora, protestavam aos berros (literalmente), deixando suas mães inquietas. “Pensei: esses bezerros devem estar com uma sede danada”, relata o veterinário.
De bate e pronto, quase que instintivamente, ele pegou uma banda de tambor de plástico que descansava nas redondezas, colocou no piquete dos bezerros, conectou uma mangueira à torneira do curral e encheu o bebedouro improvisado de água. “Os bezerros se aproximaram e começaram a beber. Em pouco tempo, pararam de berrar”.
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De bate e pronto, quase que instintivamente, ele pegou uma banda de tambor de plástico que descansava nas redondezas, colocou no piquete dos bezerros, conectou uma mangueira à torneira do curral e encheu o bebedouro improvisado de água. “Os bezerros se aproximaram e começaram a beber. Em pouco tempo, pararam de berrar”.
A experiência mostrou a Passos a necessidade de se cuidar do bem-estar das crias durante o manejo reprodutivo. Embora não haja pesquisas comprobatórias, ele acredita que essa medida influi indiretamente na melhoria dos índices reprodutivos. “Se os bezerros estão calmos, as mães também ficam mais tranquilas, com mais chances de emprenhar”, diz.
A zootecnista Fernanda Macitelli, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), concorda. “Vacas e bezerros constroem um vínculo materno-filial muito forte e usam diferentes meios de comunicação para mantê-lo”, diz.
Especialista em bem-estar animal, Fernanda explica que, quando os bezerros estão mais calmos, vocalizam menos (comunicação auditiva), se locomovem menos (comunicação visual) e liberam menos substâncias químicas relacionadas ao estresse (comunicação química). “Com isso, a mãe percebe que seu filhote não está em perigo e se estressa menos também”, diz.
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O veterinário Ricardo Passos, sócio-proprietário da Cria Fértil, de Goiânia (GO), percebeu, contudo, que essa longa espera pode ser deveras estressante para a cria. Enquanto acompanhava a IATF em uma fazenda do interior do Tocantins, sob sol escaldante, observou que, no momento em que as vacas passavam pelo tronco de contenção para ser inseminadas, suas crias, do lado de fora, protestavam aos berros (literalmente), deixando suas mães inquietas. “Pensei: esses bezerros devem estar com uma sede danada”, relata o veterinário.
De bate e pronto, quase que instintivamente, ele pegou uma banda de tambor de plástico que descansava nas redondezas, colocou no piquete dos bezerros, conectou uma mangueira à torneira do curral e encheu o bebedouro improvisado de água. “Os bezerros se aproximaram e começaram a beber. Em pouco tempo, pararam de berrar”.
A experiência mostrou a Passos a necessidade de se cuidar do bem-estar das crias durante o manejo reprodutivo. Embora não haja pesquisas comprobatórias, ele acredita que essa medida influi indiretamente na melhoria dos índices reprodutivos. “Se os bezerros estão calmos, as mães também ficam mais tranquilas, com mais chances de emprenhar”, diz.
A zootecnista Fernanda Macitelli, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), concorda. “Vacas e bezerros constroem um vínculo materno-filial muito forte e usam diferentes meios de comunicação para mantê-lo”, diz.
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De bate e pronto, quase que instintivamente, ele pegou uma banda de tambor de plástico que descansava nas redondezas, colocou no piquete dos bezerros, conectou uma mangueira à torneira do curral e encheu o bebedouro improvisado de água. “Os bezerros se aproximaram e começaram a beber. Em pouco tempo, pararam de berrar”.
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A zootecnista Fernanda Macitelli, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), concorda. “Vacas e bezerros constroem um vínculo materno-filial muito forte e usam diferentes meios de comunicação para mantê-lo”, diz.
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O veterinário Ricardo Passos, sócio-proprietário da Cria Fértil, de Goiânia (GO), percebeu, contudo, que essa longa espera pode ser deveras estressante para a cria. Enquanto acompanhava a IATF em uma fazenda do interior do Tocantins, sob sol escaldante, observou que, no momento em que as vacas passavam pelo tronco de contenção para ser inseminadas, suas crias, do lado de fora, protestavam aos berros (literalmente), deixando suas mães inquietas. “Pensei: esses bezerros devem estar com uma sede danada”, relata o veterinário.
De bate e pronto, quase que instintivamente, ele pegou uma banda de tambor de plástico que descansava nas redondezas, colocou no piquete dos bezerros, conectou uma mangueira à torneira do curral e encheu o bebedouro improvisado de água. “Os bezerros se aproximaram e começaram a beber. Em pouco tempo, pararam de berrar”.
A experiência mostrou a Passos a necessidade de se cuidar do bem-estar das crias durante o manejo reprodutivo. Embora não haja pesquisas comprobatórias, ele acredita que essa medida influi indiretamente na melhoria dos índices reprodutivos. “Se os bezerros estão calmos, as mães também ficam mais tranquilas, com mais chances de emprenhar”, diz.
A zootecnista Fernanda Macitelli, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), concorda. “Vacas e bezerros constroem um vínculo materno-filial muito forte e usam diferentes meios de comunicação para mantê-lo”, diz.
Especialista em bem-estar animal, Fernanda explica que, quando os bezerros estão mais calmos, vocalizam menos (comunicação auditiva), se locomovem menos (comunicação visual) e liberam menos substâncias químicas relacionadas ao estresse (comunicação química). “Com isso, a mãe percebe que seu filhote não está em perigo e se estressa menos também”, diz.
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De bate e pronto, quase que instintivamente, ele pegou uma banda de tambor de plástico que descansava nas redondezas, colocou no piquete dos bezerros, conectou uma mangueira à torneira do curral e encheu o bebedouro improvisado de água. “Os bezerros se aproximaram e começaram a beber. Em pouco tempo, pararam de berrar”.
A experiência mostrou a Passos a necessidade de se cuidar do bem-estar das crias durante o manejo reprodutivo. Embora não haja pesquisas comprobatórias, ele acredita que essa medida influi indiretamente na melhoria dos índices reprodutivos. “Se os bezerros estão calmos, as mães também ficam mais tranquilas, com mais chances de emprenhar”, diz.
A zootecnista Fernanda Macitelli, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), concorda. “Vacas e bezerros constroem um vínculo materno-filial muito forte e usam diferentes meios de comunicação para mantê-lo”, diz.
Especialista em bem-estar animal, Fernanda explica que, quando os bezerros estão mais calmos, vocalizam menos (comunicação auditiva), se locomovem menos (comunicação visual) e liberam menos substâncias químicas relacionadas ao estresse (comunicação química). “Com isso, a mãe percebe que seu filhote não está em perigo e se estressa menos também”, diz.
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O veterinário Ricardo Passos, sócio-proprietário da Cria Fértil, de Goiânia (GO), percebeu, contudo, que essa longa espera pode ser deveras estressante para a cria. Enquanto acompanhava a IATF em uma fazenda do interior do Tocantins, sob sol escaldante, observou que, no momento em que as vacas passavam pelo tronco de contenção para ser inseminadas, suas crias, do lado de fora, protestavam aos berros (literalmente), deixando suas mães inquietas. “Pensei: esses bezerros devem estar com uma sede danada”, relata o veterinário.
De bate e pronto, quase que instintivamente, ele pegou uma banda de tambor de plástico que descansava nas redondezas, colocou no piquete dos bezerros, conectou uma mangueira à torneira do curral e encheu o bebedouro improvisado de água. “Os bezerros se aproximaram e começaram a beber. Em pouco tempo, pararam de berrar”.
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A zootecnista Fernanda Macitelli, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), concorda. “Vacas e bezerros constroem um vínculo materno-filial muito forte e usam diferentes meios de comunicação para mantê-lo”, diz.
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O veterinário Ricardo Passos, sócio-proprietário da Cria Fértil, de Goiânia (GO), percebeu, contudo, que essa longa espera pode ser deveras estressante para a cria. Enquanto acompanhava a IATF em uma fazenda do interior do Tocantins, sob sol escaldante, observou que, no momento em que as vacas passavam pelo tronco de contenção para ser inseminadas, suas crias, do lado de fora, protestavam aos berros (literalmente), deixando suas mães inquietas. “Pensei: esses bezerros devem estar com uma sede danada”, relata o veterinário.
De bate e pronto, quase que instintivamente, ele pegou uma banda de tambor de plástico que descansava nas redondezas, colocou no piquete dos bezerros, conectou uma mangueira à torneira do curral e encheu o bebedouro improvisado de água. “Os bezerros se aproximaram e começaram a beber. Em pouco tempo, pararam de berrar”.
A experiência mostrou a Passos a necessidade de se cuidar do bem-estar das crias durante o manejo reprodutivo. Embora não haja pesquisas comprobatórias, ele acredita que essa medida influi indiretamente na melhoria dos índices reprodutivos. “Se os bezerros estão calmos, as mães também ficam mais tranquilas, com mais chances de emprenhar”, diz.
A zootecnista Fernanda Macitelli, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), concorda. “Vacas e bezerros constroem um vínculo materno-filial muito forte e usam diferentes meios de comunicação para mantê-lo”, diz.
Especialista em bem-estar animal, Fernanda explica que, quando os bezerros estão mais calmos, vocalizam menos (comunicação auditiva), se locomovem menos (comunicação visual) e liberam menos substâncias químicas relacionadas ao estresse (comunicação química). “Com isso, a mãe percebe que seu filhote não está em perigo e se estressa menos também”, diz.
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O bebedouro para bezerros no curral pode ser provisório (feito de bombona) ou definitivo, de alvenaria.
Por Renato Villela
Durante o manejo da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), todas as atenções – e cuidados – estão voltados para as matrizes. Entre a colocação do implante para sincronização do estro e a inseminação propriamente dita, as fêmeas chegam a passar até quatro vezes pelo curral. Nesse vai e vem, os bezerros, meros coadjuvantes do processo, são deixados de lado enquanto esperam suas mães passarem pelo manejo reprodutivo.
O veterinário Ricardo Passos, sócio-proprietário da Cria Fértil, de Goiânia (GO), percebeu, contudo, que essa longa espera pode ser deveras estressante para a cria. Enquanto acompanhava a IATF em uma fazenda do interior do Tocantins, sob sol escaldante, observou que, no momento em que as vacas passavam pelo tronco de contenção para ser inseminadas, suas crias, do lado de fora, protestavam aos berros (literalmente), deixando suas mães inquietas. “Pensei: esses bezerros devem estar com uma sede danada”, relata o veterinário.
De bate e pronto, quase que instintivamente, ele pegou uma banda de tambor de plástico que descansava nas redondezas, colocou no piquete dos bezerros, conectou uma mangueira à torneira do curral e encheu o bebedouro improvisado de água. “Os bezerros se aproximaram e começaram a beber. Em pouco tempo, pararam de berrar”.
A experiência mostrou a Passos a necessidade de se cuidar do bem-estar das crias durante o manejo reprodutivo. Embora não haja pesquisas comprobatórias, ele acredita que essa medida influi indiretamente na melhoria dos índices reprodutivos. “Se os bezerros estão calmos, as mães também ficam mais tranquilas, com mais chances de emprenhar”, diz.
A zootecnista Fernanda Macitelli, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), concorda. “Vacas e bezerros constroem um vínculo materno-filial muito forte e usam diferentes meios de comunicação para mantê-lo”, diz.
Especialista em bem-estar animal, Fernanda explica que, quando os bezerros estão mais calmos, vocalizam menos (comunicação auditiva), se locomovem menos (comunicação visual) e liberam menos substâncias químicas relacionadas ao estresse (comunicação química). “Com isso, a mãe percebe que seu filhote não está em perigo e se estressa menos também”, diz.
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