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Agricultura digital ao alcance de todos

A partir de R$ 4 mil, empresa adapta máquinas analógicas para leitura de dados agrícolas
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Hoje privilégio de poucos produtores, a agricultura digital caminha para se tornar cada vez mais acessível. A busca do produtor por soluções que integrem todas as máquinas, de diferentes marcas, abriu um nicho de mercado específico: a adaptação de implementos agrícolas. A partir de R$ 4 mil, um trator totalmente analógico pode ter leitura digital de dados de desempenho, como fluxo de aplicação de defensivos, velocidade, taxa de semeadura, entre outros.

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“Com o surgimento dessas tecnologias de agricultura digital, nós vimos que surgiu a necessidade de máquinas adaptadas”, conta Alesandro Freire Zagui, diretor da Agrinove. A empresa, em parceria com a Fortron, adaptou 30 máquinas nos primeiros 40 dias de operação, focada principalmente no surgimento de soluções que integram máquinas agrícolas de diferentes máquinas.

Equipamento desenvolvido pela Fortron e usado na adaptação de máquinas agrícolas analógicas

“De um lado, essas empresas precisam chegar a vários modelos de máquinas. De outro, os clientes precisam ter essa tenologia nas máquinas deles. A gente viu que existe uma lacuna entre esses dois lados, entre o cliente e a tecnologia”, explica Zagui. Atualmente, o principal parceiro da Agrinove é a multinacional Bayer, por meio da sua divisão de agricultura digital, o Climate Field View.

Construído a partir da aquisição de diferentes agritechs, o Field View oferece ao produtor a leitura de dados telemétricos de máquinas agrícolas de diferentes marcas a partir de um padrão já existente na fabricação desses veículos. Modelos mais antigos e que não possuam esse padrão, portanto, são um mercado a ser explorado pela Agrinove.

“A estratégia da Field View é de chegar a 20 mil produtores e a gente calcula que, desses 20 mil, se 5% adaptar já será um excelente resultados para nós. A gente estima que seja  mais do que isso, mas 5% já seria um numero muito bom”, explica o executivo. Com dois anos de operação, o Climate Field View possui atualmente cerca de 3 mil máquinas conectadas em todo o país.

Colaboração acima de tudo

Na opinião de Gerhard Bohne, presidente da divisão agrícola da Bayer no Brasil, a colaboração com outras empresas é um requisito fundamental no mercado de tecnologia digital, incluindo a agricultura. “O mundo não permite mais você ter plataformas fechadas. Se você não abrir as portas para ser colaborativo, você não tem futuro no mundo digital”, afirma o executivo.

Segundo Bohne, as soluções desenvolvidas pela companhia são apenas um “meio” para o produtor alcançar a agricultura digital e, assim, produzir mais com menos. “O consumidor quer essa livre escolha. As empresas que se fecharem não terão sucesso no futuro”, avalia. A Bayer calcula que sejam 24 milhões de hectares monitorados pelo serviço do Climate Field View atualmente, distribuídos entre EUA, Canadá, Brasil e Europa. Na Argentina, a plataforma foi lançada em julho deste ano.

“A agricultura digital não é só para o agricultor altamente tecnificado. Hoje, qualquer agricultor pode se conectar a um sistema digital. Em teoria, hoje, praticamente todos os agricultores têm acesso a isso”, ressalta Mateus Barros, líder da Climate para a América Latina.

 

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